29 de julho de 2009

Histórias de uma Colação de Grau

Nos últimos dias, o Coruja esteve às moscas... Assim, hoje que tive uma folguinha no ciclo de solenidades e celebrações da formatura, decidi dividir com vocês algumas das histórias "por trás dos bastidores" da formatura da Lulu.

Até porque, é bom eu dar notícias de vez em quando para que ninguém fique pensando que morri por causa da gripe suína ou coisa do tipo...
E se vocês estão rindo do meu exagero... bem, já aconteceu de eu ficar doente, não dar notícias, sumir do mundo virtual e quase matar gente do coração do outro lado do Brasil. Então, é sempre bom dar notícias de vez em quando.

Bem, eu já falei da festa surpresa da turma, semana retrasada - inclusive mostrei uma foto minha de sári, toda maquiada e arrumadinha. Uma semana depois, foi a aula da saudade... E essa é a Lulu na aula da saudade:




Hihihihihihih... Depois de colocar minha fantasia, entrei no personagem e saí por aí rindo minha risadinha maligna... Só faltou, é claro, a vassoura, mas isso é o de menos, não?

O importante é que a aula da saudade foi divertidíssima, mas não adianta contar muito dela porque vocês não entenderão muito as piadinhas internas da turma - tais como nossa excelentíssima oradora ser a Deusa, vulgo, Lorena.

E que - antes que eu me esqueça - quase parti o pescoço porque algum gênio derramou água na escadaria do salão nobre e eu escorreguei, caindo de joelhos (foi minha sorte) por quase metade dos degraus... Ótimo foi usar o vestido no joelho no casamento e no culto, com minha pele em várias tonalidades de verde, vermelho e roxo.

Tivemos depois o culto ecumênico, muito gelo seco e espirros e a família aparecendo em peso (tio Ventura e tia Gilda que o digam) para o evento. Na ocasião, apresentei meu pai aos pais dos meus caros amigos, já que estaremos todos dividindo uma mesa hoje no jantar de confraternização, para ter certeza de que eles teriam algum assunto para conversarem.

E, finalmente, chegamos ao grande evento, ontem... a Colação de Grau.

Minha manhã de colação de grau começou como a manhã dos meus aniversários: com interurbanos. Mato Grosso do Sul, Alagoas, Paraná... Pela primeira vez na vida, recebi um telegrama (o que foi hilário, porque menos de quinze minutos antes, a pessoa do telegrama tinha me enviado um email com a mesma mensagem... Acho que ele estava com medo de que eu não recebesse a mensagem a tempo). Pela primeira vez na vida, também, recebi flores - um enorme arranjo de rosas e lírios, que veio da minha excelentíssima dentista.

Na verdade, eu ganhei uma ruma de presentes... Um belíssimo álbum de retratos para as fotos da formatura, uma coruja nova (eeeee!!!!) para minha coleção, livros (eu morri de rir com a explicação de vovó de como ela e madrinha procuraram o que dar para mim e ao final chegaram à conclusão de que "bem, é Luciana... vamos dar livros"), brincos (eu preciso de mais orelhas para poder usar todos...), perfumes (isso foi uma indireta? Huahuahuahua...)... E lindas mensagens de apoio e congratulações de alguns dos meus amigos mais queridos.

Deixando de lado a história dos presentes e indo para os eventos que levariam à apoteose da noite... Três e meia estava eu no cabelereiro, para ser escovada, paparicada, maquiada e tudo o mais que fosse necessário para a festa. Saí de lá no melhor estilo Dona Florinda - lá vai Lulu, seis da noite, cheia de bobs no cabelo, ao lado de mamãe, já com seu cabelo devidamente no lugar após meio litro de laquê.

É, pois é... Não, eu não tirei foto de Dona Florinda... Mas sexta é o baile e eu vou carregar comigo a máquina para o salão para tirar foto da palhaçada que é Lulu sendo arrumada - especialmente porque a maquiadora, a Jo, é uma simpatia de pessoa e ninguém pára de rir quando ela está por perto.

Fora que entre ela e minha mãe, as duas estão decididas a me arranjar um casamento. Eu mereço...

Bem, após cumprir a Missão Impossível de escovar os dentes após o jantar sem tirar a maquiagem, lá vamos nós para o teatro da UFPE... Meu vestido tinha uma alça só e isso se provou um grande problema mais para frente... Fora que, por algum motivo estranho, a saia ficava toda hora indo parar debaixo do salto...

Tiradas as fotos com a família, colocada a toga, preparando para entrar no palco... começou a palhaçada. O vestido insistia em querer escorregar para baixo por debaixo da toga. Lorena sentou do meu lado e passamos a cerimônia inteira fofocando e rindo do povo... e tentando segurar nossos respectivos vestidos, é claro.

Finalmente, na hora de descer as escadas para ir receber o canudo e o anel das mãos do padrinho - papai foi o escolhido - o vestido fez mais uma aparição (ele era quase uma entidade em si mesmo) e por muito pouco eu não fui de cara para o chão (felizmente, havia um mestre de cerimônia com a mão estendida logo à minha frente).

Nossos oradores fizeram grandes discursos, embora, sem dúvida, vá ficar marcado o do nosso excelentíssimo orador, grande Serjão... que, como de hábito, distribuiu chocolates entre os alunos.

Na verdade, eu tenho quase certeza de que Sérgio foi escolhido porque todo mundo sabia que ele ia acabar nos dando chocolate. Durante os anos em que ele foi nosso professor, não houve um dia de prova em que ele não nos tenha agraciado com seus torpedos de Sonho de Valsa (estou falando absolutamente sério: ele entregava a prova e depois aparecia com um saco de sonho de valsa e saía jogando os chocolates por cima da cabeça da gente, um para cada um... ele tem uma excelente mira...).

Quando anunciaram que íamos cantar o Hino de Pernambuco, virei para Lore e disse "as únicas pessoas que saberão cantar o hino integralmente seremos eu e Flavinho". Tiro e queda... quase todo mundo sabia o refrão, mas, passando o olhar pelos formandos mais próximos e pelo que conseguia enxergar da platéia, ninguém cantava os outros versos...

Efeitos 'colaterais' de anos e anos de coral...

Feitos todos os discursos - que foram surpreendentemente curtos esse ano (Graças ao Bom Deus - ninguém mereceria a diretora passando meia hora para agradecer céu e terra como aconteceu na formatura da minha prima...), pudemos, finalmente, jogar os chapeuzinhos para cima enquanto as cortinas se fechavam e o clipe da turma passava para a platéia.

Fechadas as cortinas, todo mundo corre para as coxias, onde nos esperam a turma da organização com óculos "ray-ban" para os meninos e lencinhos de bolinha para as meninas... e assim, quando voltam a abrir as cortinas, ao som de Elvis, lá estão estacionados um fuscão preto, a moto, dois dançarinos profissionais vestidos ao estilo Grease e, claro, a gente, dançando e pulando e gritando como loucos enquanto nos abraçamos ao pipocar de centenas de flashs (eu cehgeui a ficar incandeada com tanto flash na minha cara...).

De mais a mais, pude abraçar muitas das pessoas que considero mais na vida. Tive a felicidade de ver alguns tios que vieram de longe para estarem presentes à minha colação e outros que, apesar da idade e da dificuldade em caminhar, estavam lá, firmes e fortes, prontos para me receber de braços abertos.

Então, é isso... eu sou agora, oficialmente, uma bacharela em Direito. À frente estão a OAB, os concursos, o trabalho que começarei em agosto, pós-graduação e o mundo inteiro para mudar, conquistar, conhecer.

Incrivelmente... esse é só o começo.


A Coruja


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Um comentário:

  1. Quanta festa!!!! Parabéns pela formatura ^-^
    E espero q vc não volte a cair tb O.O....doi mto...melhoras ^-^ e bom jantar hj ;)

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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