12 de junho de 2009

+ 9 beijos para fazer um dia feliz - Parte III


Chegamos ao último dia do nosso especial semana dos namorados. Espero que tenham se divertido até aqui. Vamos direto ao assunto, né? Com vocês, os últimos três beijos de +9 beijos para fazer um dia feliz!

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Something to die for
(Rosalie e Emmett – New Dawn)

Peel me off the hook, that's something to die for
Heal me, help me see what the hell did I lie for?
I'm fighting private wars again,
Just second thoughts of where and when
So peel me off the hook,
That's something to die for


Quando ele despertou de sua transformação e Carlisle e Rosalie lhe explicaram o que tinha acontecido, ele não demorou a aceitar o que era. Nunca lhe passou pela cabeça questionar o que eles tinham feito, decidindo-se por ele fazê-lo um vampiro.

Como aquilo poderia ser ruim, se Carlisle e Rose eram vampiros?

Se ele não tivesse sido atacado por aquele urso; se Rosalie não o tivesse encontrado... se a própria Rose não fosse uma vampira...

Vivendo com Alice sob o mesmo teto, era difícil duvidar de que havia um destino traçado a partir das decisões que eles tomavam. E, por que não? Por que não acreditar que desde que nascera ele estava destinado a morrer e se transformar? Por que não acreditar, se aquela seria a única maneira de ter Rosalie, seu anjo, em sua vida?

Mesmo que eles tivessem se conhecido à época em que eram humanos, ela não teria olhado duas vezes para ele. Na verdade, eles freqüentariam círculos diferentes demais para que pudessem se encontrar.

Ele não poderia dar nada a ela se, por alguma circunstância absurda, eles tivessem vindo a se casar. Seriam companheiros na pobreza, na doença, na tristeza. Para alguém que estava acostumada a ser admirada, Rosalie seria infeliz se vivesse a vida que ele vivera até o urso interromper sua existência humana.

Como vampiros, contudo, as prioridades eram outras. Mais importante que isso: ela não apenas escolhera salvá-lo, resistindo ao seu sangue (e ele sempre a admiraria por isso), como precisava dele.

Emmett gostava de pensar que não havia outra pessoa no mundo capaz de fechar as cicatrizes que por tanto tempo tinham devorado Rosalie. Ele fora paciente. Cuidadoso. Ele sabia que havia muito mais nela do que seu rosto inumanamente belo.

E ele faria tudo de novo, num piscar de olhos. Ele não se importaria de passar pelo fogo da transformação, pela perspectiva da morte. Era simples, e certo e bom.

- Eu aceito. – ele respondeu ao ministro, sorrindo para sua noiva (já perdera a conta de quantas vezes tinham reencenado aquela cena; não que se importasse é claro – sempre havia a lua-de-mel para esperar) enquanto deslizava a aliança no dedo dela.

Ali, em torno de sua família, ao lado da mulher que amava; o que poderia ser mais importante que isso?

- Eu os declaro marido e mulher.

Com o maior sorriso que era capaz de conjurar, ele a ergueu em seus braços, girando-a enquanto ria antes de clamar os lábios rubis da esposa passionalmente, sendo respondido na mesma medida, com o mesmo amor e o mesmo desejo.

Ele morreria de novo, de bom grado, por aquilo.

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Emmett é, sem sombra de dúvidas, meu personagem favorito da série Crepúsculo. Gosto de pensar nele como uma alma antiga, que se satisfaz com pouco, capaz de apreciar as coisas simples da vida.

Embora o Jasper caiba mais na figura de filósofo escolástico; Emmett se destaca para mim como um verdadeiro filósofo da vida e é assim que gosto de retratá-lo quando estou escrevendo New Dawn.

Tenho certeza que vocês esperavam Edward e Bella nos meus excetos de ND, mas a verdade é que existe uma enorme oferta de beijos deles no mercado de fics (porque isso me soou como vendagem de ações? Como está a cotação do dólar no índice Dow Jones?). Por isso, preferi focar nos outros Cullen.

Antes que me esqueça, a música desse excerto é Something to die for, Carolina Liar.

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When all is said and done
(Meridiana e Lucien – Expresso)

Here's to us one more toast and then we'll pay the bill
Deep inside both of us can feel the autumn chill
Birds of passage, you and me
We fly instinctively
When the summer's over and the dark clouds hide the sun
Neither you nor I'm to blame when all is said and done

It's so strange when you're down and lying on the floor
How you rise, shake your head, get up and ask for more
Clear-headed and open-eyed
With nothing left untried
Standing calmly at the crossroads, no desire to run
There's no hurry any more when all is said and done


Havia cheiro de fumaça ocre no ar. Aqui e ali, pessoas choravam, riam, se regozijavam. No caos do final da batalha, todos se abraçavam, sem se importar com rivalidades antigas, simplesmente felizes por estarem vivos. Porque logo estariam em casa, brindando ou lamentando seus mortos, mas ainda assim contentes por saberem que tinha acabado. Que as mortes não tinham sido em vão. Que eles tinham significado alguma coisa.

Não havia acabado ainda para ela. Havia coisas que precisava fazer, coisas de que precisava tomar conta, tanto por resolver... A verdade é que aquele era apenas o início, pois, terminada a guerra, começava o esforço da reconstrução.

Não havia pressa, contudo. Eles agora tinham todo o tempo do mundo.

Mas essas não eram suas preocupações no momento. Ligeiramente nervosa, ela esquadrinhava a multidão, à procura da pessoa com quem queria comemorar aquele momento. Havia outros, é claro, seus amigos, sua prima, sua família... Mas ela precisava dele primeiro.

Foi ele quem a achou, contudo. Meri sentiu seus pés deixarem o chão, enquanto ele a rodava no ar, beijando-a quase imediatamente, as risadas de ambos sufocados por lábios e lágrimas até que estivessem sem fôlego, até que o mundo tivesse desaparecido num borrão de cores.

Lucien só a colocou de volta no chão quando ambos já estavam completamente sem fôlego. Ela o encarou ternamente, sem tirar as mãos de seus ombros; da mesma forma que ele mantivera seus braços em torno de sua cintura.

Não eram necessárias mais palavras. Depois de tudo dito e feito, eles podiam se dar ao luxo de um momento de absoluta serenidade, nos braços um do outro.

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Sinto como se estivesse escrevendo fanfics de fanfics... Na quarta, publiquei Raven e Luke; hoje estou às voltas com Meri e Lucien. Nenhum dos dois casais tem qualquer um dos meus personagens, mas decidi me aventurar com eles porque as donas dos referidos personagens vez ou outra tinham me pedido para escrever algo com eles.

Juju, antes que você reclame, lembre-se que escrevi Marry Christmas praticamente para você. Sei que você é a rainha do drama, mas, entenda, não dava para te dar esse presente sem entregar a história.

A música desse excerto é When all is Said and done, versão original do ABBA, mas aqui na versão do filme Mamma Mia.

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Dismantle. Repair
(Sayuri e Noriko – Amaterasu)

I am the patron saint of lost causes
A fraction of who I once believed (change)
only a matter of time
Opinions I would try and rewrite
If life had background music playing your song
I've got to be honest, I tried to escape you
But the orchestra plays on, and they sang

Oh oh, things are gonna change now for the better
Oh oh, things are gonna change

Hands, like secrets, are the hardest thing to keep from you
Lines and phrases, like knives, your words can cut me through
Dismantle me down (repair)
You dismantle me
You dismantle me


- O que você está fazendo aqui? - ele perguntou, surpreso.

Ela sorriu, aliviada ao perceber que ele afinal acordara, aproximando-se do futon e ajoelhando-se à beira dele.

- Eu não estou conseguindo dormir. - ela confessou, mordendo de leve os lábios, com a cabeça baixa.

- Por quê?

As bochechas dela coraram ligeiramente.

- Pesadelo. Anoo... - ela ergueu os olhos, encarando-o ansiosa - Eu posso ficar aqui com você?

Nori suspirou. Como é que com tantas garotas no mundo, ele tinha que ir gostar de uma que era um poço de inocência? Sem responder, ele apenas deu as costas a ela, afastando-se para o canto do futon ao mesmo tempo em que afofava o travesseiro e voltava a se deitar.

- Apaga a luz. - ele resmungou, sem olhar para ela.

Sayuri obedeceu e logo em seguida estava deitada ao lado dele, de barriga para cima. Pela janela aberta, soprava uma brisa fresca de tempos em tempos, mas tendo se enrolado da cintura para baixo, não demorou para que ela começasse a suar. Não ajudava também a proximidade com Nori. Especialmente, não quando a respiração dele parecia tão calma e pausada.

Não fora uma idéia muito inteligente ir parar ali...

- Nori?

- O que é agora? - ele perguntou, de olhos fechados, sem se voltar.

- Por que você não liga o ar-condicionado?

- Eu não gosto de ar-condicionado. - ele respondeu, mal-humorado.

- Por quê? - ela se virou para ele, surpresa.

- Primeiro, porque eu tenho alergia. - nesse ponto, ele afinal se virou, ficando de barriga para cima, ainda sem olhar para ela - Depois, porque ele é um ser maligno que nunca me obedece e sempre deixa o quarto congelando.

Ela arqueou a sobrancelha.

- Você já pensou que ele pode estar desregulado?

- Não importa. Eu não gosto e ponto. - ele respondeu, tentando dar fim à discussão.

Por alguns instantes, os dois ficaram em silêncio, e ele estava quase caindo do sono de novo quando ela o chamou.

- E ventilador?

Nori bufou.

- O barulho não me deixa dormir. E é irritante.

- E como é que você consegue dormir nesse calor? - ela perguntou mais uma vez, surpresa.

Ele revirou os olhos.

- Você está vendo.

Sayuri cruzou os braços, emburrada.

- Sim. Mas eu quero saber o que eu faço.

- Você não quer mesmo que eu diga, não é? - Nori retrucou, sorrindo um tanto maliciosamente.

No escuro, entretanto, Sayuri não podia ver isso.

- Se eu não quisesse, não estaria perguntando. Eu não consigo dormir com esse calor.

Ele bufou de novo, começando a perder a paciência.

- Sayuri, cala a boca!

Livrando-se do lençol, ela o chutou na canela.

- Pois venha me calar.

No instante seguinte, ela recebeu uma travesseirada direto na cabeça. Piscou os olhos, confusa, enquanto o ouvia resmungar alguma coisa ininteligível, virando-se novamente de costas para ela. O rosto dela se avermelhou de raiva.

A pancada fofa do travesseiro contra ele soou em seus ouvidos. Finalmente, todo e qualquer vestígio de paciência se foi e Nori rolou para o lado, pegando a namorada de surpresa quando pressionou o corpo contra o dela, segurando-a pelos ombros enquanto colava os lábios aos dela.

A primeira reação dela foi se debater, mas, na situação em que estavam, não conseguiria se livrar dele. Não demorou, portanto, até que as mãos dela corressem para a nuca dele, e ela correspondesse ao beijo fervorosamente.

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*Pausa para rolar de rir das coisas ridículas que escreve*

Ok... *recuperando o fôlego* Bem, Sayuri e Nori estão no mesmo caso de Meg e Aki; são personagens de Hopelessly Addicted e apareceriam em Nove Meses com seus próprios problemas de relação.

Não, Sayuri não ficava grávida. Mas coisas divertidas aconteciam mesmo assim.

Para quem não conhece, Sayuri era a radialista da Amaterasu, enquanto Nori é o vocalista da Maggots (colega de banda do Aki, que é o baterista). Os dois são ridiculamente baixinhos e compartilham o gosto por tinturas de cabelo e lentes coloridas. De outra parte, são quase opostos – Sayuri é um verdadeiro gênio da mecânica e absurdamente inocente, enquanto Nori tem um repertório de pragas de fazer inveja a qualquer marinheiro e uma mente tão suja quanto.

Apesar disso, eles juntos são absolutamente perfeitos. Para quem sentir curiosidade de saber como eles ficaram juntos, recomendo a leitura de Christmas Tale. São só quatro capítulos, mas é bem divertido...

A música desse excerto é Dismantle. Repair, Anberlin. Tive intensas crises de riso quando dei de cara com essa música e lembrei de uma conversa muito antiga com a Luzinha (“mãe” do Nori e dos outros Maggots) em que observávamos que, quando Nori e Sayuri tivessem filhos, Sayuri ia querer desmontar os meninos para ver como eles eram por dentro...

É, eu sei... Loucura. Mas esse foi apenas um dos muitos comentários que trocamos por baixo das cortinas e que, felizmente, os leitores não têm acesso. Sério, vocês não iam querer ver uma assembléia da equipe discutindo os rumos que a história há de tomar (discussões que acabam se desencaminhando e vão parar de alguma forma na mente pervertida de uma, nas histórias do marido da outra e nos sucrilhos... não pergunte).

Bem, parece que terminamos a semana dos namorados... O que significa que a partir de segunda voltaremos a nossa programação normal com observações nonsense ou o que mais me der na telha em escrever.

Se não baixaram as músicas individualmente enquanto liam, vocês podem baixar o .zip com todas as músicas. Aliás, acho que esqueci de dizer que fiz até a capa do CD da coletânea:



Não ficou linda???

Viajo agora de noite para o interior, mas estarei de volta no domingo, talvez com coisas novas para vocês. Se não, tenham certeza de ouvir notícias minhas na terça, quando eu voltar da defesa da minha monografia.

Muitos beijos para vocês! Para quem tem um companheiro, aproveite para enchê-lo de beijos. Quem não tem... Vamos nos encolher debaixo da manta nesse dia de chuva e assistir Orgulho e Preconceito.

O que melhor que pedir um Mr. Darcy a Santo Antônio?

A Coruja


p.s.: cheguei de viagem. Arrumei os links das músicas já... Acho que estou precisando ver o grau do meu óculos...


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4 comentários:

  1. [first]
    É a 1ª vez q eu comento aqui, mas já tô acompanhando desde q foi diulgado lá no Expresso.
    Vim dizer q virei seu fã e adoro ler tudo oq vc escreve aqui e nos outros lugares, parabéns pelo bom trabalho viu!
    Se a Katchoo chegar q dizendo q mandaram c escrever um livro, pq tem certeza q vc escrve melhor q a escritora de City of Ashes, saiba q sou eu viu!
    Abraços!

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  2. Linda coleção de beijos. É, dá pena estar sozinha ^^

    No entanto, é muuito bom ver Orgulho e Preconceito, melhor ainda ler. Assim como outros livros de Austen.

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  3. Adorei os beijos ^^ mas...não consegui baixar a músicas de novo ^^'.....feriado, viajem, aproveite o fim de semana!!!! Nada melhor do que cobertor e filmes nesse frio (aqui em sampa pelo menos) =]

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  4. Também adorei os beijos!!

    Emmett!! *___________________*

    Bem, como Mr. Darcy está perigosamente requisitado, deixou vocês a disputá-lo e fico aqui esperando meu positrônico Tenente Comandante da Enterprise. É ele que eu pediria a Santo Antônio!! XD

    Beijocas!! E boa sorte com a mono, Lulu!

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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