10 de junho de 2009

+ 9 beijos para fazer um dia feliz - Parte II

Olá, pessoas! Estamos de volta com mais beijos para vocês. Antes de passarmos a eles, contudo, vamos lembrar que estamos na semana de aniversário do Expresso. Estamos no ar há seis anos e isso, definitivamente, merece uma comemoração!

Por isso, não deixem de passar por lá e acompanharem o especial de aniversário desse ano. E, claro, babar no layout novo, mais uma magnífica obra da Dani (de quem vocês ainda muito ouvirão falar no futuro).

Deixando de enrolar vocês, já que sei que ninguém vem aqui pelo simples prazer da minha companhia e dos meus resmungos, vamos aos beijos de hoje!


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Kings & Queens
(Megumi e Akiroki – Amaterasu)

I could give you everything,
But would that be what you want?
I could be enough for you,
and give you anything I've got.

I could see inside your head,
And make you come undone.
I could show you love again,
If you would only
turn around,
hear the sound of my heart beating for you.


- AKIROKI!

Do quarto de Kazu, o baixista ouviu o grito da namorada. Com um sorriso, pediu licença aos guitarristas e traçou, calmamente, o caminho até o quarto de hóspedes em que Megumi estava.

No que poderia ser considerado o cúmulo da tranqüilidade, ele abriu a porta e encarou o rosto vermelho e raivoso da namorada.

- Me chamou? - Aki perguntou, adentrando o aposento.

Ela traçou os passos que o separavam dele, segurando firmemente a toalha em torno do corpo com uma mão, enquanto com a outra o puxava pelo colarinho.

- Cadê as minhas coisas?

O rapaz arqueou a sobrancelha.

- Como assim “cadê as minhas coisas”? Estão ali em cima da cama. - respondeu, apontando para a mala vermelha.

Ela largou o colarinho dele, encarando-o suspeitamente.

- Essa é a mala da Sayuri.

- Ah, sério? – a falsa expressão surpresa de Aki não enganaria nem uma criança de três anos – Juro que pensei que fosse a sua.

Um rubor de raiva cobriu o rosto de Megumi. Mas, em vez de responder, ela passou direto por Aki, dirigindo-se para a saída. Foi a vez dele estreitar os olhos.

- Onde você pensa que vai assim?

- Buscar minha mala. - ela respondeu simplesmente, antes de abrir a porta.

Aki segurou-a pelo braço.

- Você está louca se acha que vai sair só de toalha pela casa!

- E eu vou fazer o quê? Passar o dia aqui trancada porque ALGUÉM trocou minha mala?

O rapaz sorriu de lado.

- Bom, a idéia não é tão ruim assim. – os olhos dele brilharam, maliciosos, enquanto observava o corpo de Meg coberto apenas pela toalha – Na verdade, eu poderia até ficar aqui te fazendo companhia...

Ela voltou a fechar a porta, encostando-se a ela enquanto o encarava.

- Você me faria companhia, Aki-chan? - ela perguntou, mordendo os lábios de leve, com um sorriso terno.

Akiroki sorriu, satisfeito. Pelo visto os hormônios de Megumi eram mais fortes do que o gênio dela. Ele se aproximou da namorada e envolveu a cintura fina dela, puxando-a para um abraço enquanto brincava com as mechas molhadas do cabelo dela.

Ela se deixou levar, mas no exato instante em que ele se inclinou para roubar um beijo, ela arrancou a bandana que ele usava, escapando dos braços dele e correndo até a janela, soltando-a com um sorriso vitorioso.

- E agora, eu estou indo buscar minha mala.


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Um dia desses, colocarei a história completa de onde essa cena faz parte. Enquanto escrevia esse post – em particular, a parte da Meg dirigindo com a Sayuri, eu quase chorava de rir. Não vou falar sobre essa cena em particular porque não tem nada a ver com beijos, mas o farei no futuro quando discorrer sobre a Amaterasu por estas paragens.

Bem, para quem não faz a mínima idéia de quem é Megumi e Akiroki ou para quem se esqueceu, permitam-me explicá-los/refrescar sua memória.

Meg e Aki são personagens coadjuvantes da série Hopelessly Addicted. Os dois são namorados e ele faz parte da banda sensação da escola, Maggots.

O que vocês não sabem – mesmo aqueles que acompanharam HÁ, é que após terem deixado Amaterasu, a Meg engravidou e o Aki praticamente a forçou a se casar com ele para fazer dela uma “mulher honesta” (e a briga deles quando ele fala isso foi homérica...).

Essa história seria contada numa série intitulada Nove Meses. Contudo, como a Lucilla deixou a equipe por motivos pessoais e os Maggots eram personagens dela (embora eu estivesse sempre escrevendo com eles), a idéia de NM acabou tendo de ser aposentada.

O que é uma pena, porque eu me divertia horrores escrevendo a Meg...

A música desse excerto é Kings & Queens, Luna Halo.


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The look of love
(Esme e Carlisle – New Dawn)

The look of love
Is in your eyes
The look your smile can’t disguise
The look of love
Is saying so much more
Than just words could ever say
And what my heart has heard
Well it takes my breath away

I can hardly wait to hold you
Feel my arms around you
How long I have waited
Waited just to love you
Now that I have found you


Terminando de ocultar os restos de sua caçada, ele voltou os olhos para o céu estrelado – tinha se afastado mais que o comum de Forks e a cobertura de nuvens que usualmente dominava a pequena cidade ficara para trás.

Ele gostava daquilo... gostava da forma como as estrelas brilhavam límpidas no firmamento. De como por todos os lados ele se encontrava cercado de beleza – a floresta luxuriante ao seu redor, o barulho de água corrente que indicava uma cachoeira não muito distante de onde estava, o cantar das cigarras e outros barulhos da noite.

Mas havia algo faltando naquele cenário. Algo que o tornava incompleto para ele. E foi por isso que, no minuto seguinte, antes mesmo de fazer uma decisão consciente, ele estava correndo de volta. De volta para casa. De volta para ela.

Lar é o lugar em que seu coração está.

Anos de miséria e amargura há muito tinham sido deixados para trás. Em seus séculos de existência, os últimos anos tinham sido os mais felizes – apesar de ser o que era, ele se considerava realmente abençoado. Feliz. Completo.

O chão passava por seus pés quase inadvertido; se alguém o tivesse visto naquele momento – o que seria impossível diante de sua velocidade – teria achado que ele voava. Mais cedo do que seria possível, ele estava de volta aos limites de Fork, cortando o bosque que cercava suas terras, irrompendo no pátio aberto diante da mansão.

Ela estava lá, sentada nos degraus que levavam ao pórtico, um meio sorriso tranqüilo nos lábios carmim.

Ele parou há alguns passos de distância, sorrindo também.

Mesmo que estivessem juntos há décadas, ele sempre questionaria sua sorte, um tanto incrédulo de ter sido capaz de encontrar tanto depois de viver sozinho por mais da metade de sua existência.

E toda a beleza do mundo ao seu redor empalidecia diante dos olhos dela, do amor que ele via dançar nos orbes dourados, na confiança implícita que ela lhe devotava, apesar de tudo pelo que ela passara antes de encontrá-lo.

- Como foi a caçada? – ela perguntou, levantando-se suavemente, graciosa como apenas um vampiro poderia ser.

- Boa. – ele respondeu, aproximando-se – As crianças?

- Emmett convenceu Bella a uma partida de briga de braço. E foi derrotado. De novo. Ao menos não houve casualidades dessa vez.

- Você sabe que não fazemos por querer, mãe! – a voz de Emmett ribombou lá de dentro – E eu quero uma revanche!

- Você ainda não se cansou de perder, Emmett? – Edward questionou de algum outro lugar da casa.

- Eu prevejo que isso não cairá bem com a mesa da sala, Emmett. – a risada de Alice soou como sinos – E, até onde posso ver, não há mudanças no score.

Carlisle e Esme se encararam, divertindo-se com as provocações jogadas de um lado para o outro. Ele parou diante dela, depositando as mãos suavemente sobre a cintura da esposa.

- Mais um dia em Chez Cullen. – ele sorriu, inclinando a cabeça – É bom estar em casa.

Ela também sorriu, percorrendo o resto da distância até que seus lábios se encontrassem num beijo quase casto.

- Seja bem-vindo de volta, querido.


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Fazia tempos que eu queria escrever Carlisle e Esme... Gosto deles, da figura parental que eles representam... Especialmente do fato de que Carlisle foi capaz de ganhar a confiança da Esme depois de todo o abuso que ela sofreu. De ela ter se permitido abrir para ganhar o amor dele.

Acho que a história de como os dois ficaram juntos daria uma excelente fic. Estou tentando me lembrar aqui, depois eu digo, mas sei que já li alguma coisa nesse sentido... e muito bom, por sinal...

A música desse excerto é The look of love, Dusty Springfield.


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From where I standing
(Raven e Luke – Expresso)

From where I'm standing, I think I caught your eye..
Were you looking at me? Cuz I swear I saw you smile.
And I'm coming over.. gonna take things off your mind.
And I bet you'll fine. And I bet you'll be fine.

I guess it's not the way you always planned it.
Looks like you're heading for a crash landing.
That's just the way it looks from where I'm standing…
From where I'm standing.


Então esse era o Memorial de Guerra de que estavam falando tanto nos últimos tempos... Ela tinha imaginado algo como a fonte no átrio do Ministério, pomposa e absolutamente falsa em sua idéia de “cooperação”. Mais para submissão, na verdade...

O obelisco era simples, apenas um marco, não muito distante do túmulo do professor Dumbledore. Um obelisco e um túmulo; essas eram as marcas que o final da guerra tinham deixado em Hogwarts.

- Eu imaginei que você estaria aqui. – uma voz soou às suas costas, pouco antes de uma mão morna envolver a sua.

Raven ergueu a cabeça, dando de cara com o meio sorriso de Luke.

- Você ainda não cortou o cabelo, ruivo? – ela questionou, rindo de leve ao perceber a careta que ele fazia toda vez que a franja caía sobre seus olhos.

- Nah... Eu estou pensando em deixar ele assim. Eu fico mais charmoso. – ele piscou o olho para ela.

A morena apenas balançou a cabeça de leve, voltando o olhar mais uma vez para o obelisco. Luke a observou em silêncio, ao mesmo tempo em que entrelaçava seus dedos aos dela.

O silêncio da moça era sinal de seu luto. Ainda que seu coração agora estivesse com o ruivo ao seu lado, ela nunca deixaria de lamentar seu primeiro amor. Severus Snape fora o Heathcliff para sua Cathy, o Senhor do Seu Coração.

Ela amara pela primeira vez com toda a intensidade de um coração jovem e acreditara que nunca vacilaria em sua afeição. Que nunca encontraria outro amor como aquele. Então, Luke ressurgira, assumindo o papel do Coronel Brandon para sua Marianne.

Fora um longo caminho até ali e, de onde ela se encontrava, podia agora admirar e até rir um pouco de si mesma.

Um sorriso tranqüilo abriu caminho em seus lábios e ela se voltou para o rapaz, colocando-se na ponta dos pés para salpicar-lhe um beijo na bochecha.

- Vamos ter de dar um jeito no seu cabelo de qualquer forma, ruivo. – ela observou, brincando – Não vamos querer que você fique tão charmoso. Se não, o que eu vou fazer? Terei de arranjar um bastão de quadribol para manter a mulherada longe de você.

Ele apenas riu em resposta, enquanto passava uma mão pela cintura dela, os dois começando a caminhar para os portões da escola... e para o resto de suas vidas.


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Não sei muito bem o que foi que me levou a escrever Raven e Luke, já que eu nunca tinha experimentado fazer nada com esses dois... Mas decidi fazê-lo como um presente especial para a Régis. Ela merece.

Na verdade, acho que o que me fez escrever isso foi o final de Razão e Sensibilidade. A Ana sempre observava que Ravenzinha era a Marianne de sua Elinor/Meridiana... E a coisa ficou impregnada na minha cabeça.

A música desse excerto é From where I standing, Schuyler Fisk.

É, eu sei, vocês esperavam um beijo apaixonado, arrebatador e etc, etc, etc. Mas se a inspiração é a Austen, vocês não têm que reclamar de mim. Ao menos eu não estou fazendo eles só dançarem (não que eu ache que dançar nos livros da Austen seja só dançar. Na verdade, cenas de dança... Vou ficar quieta...).

Engraçado, todos os beijos do Expresso até agora foram castos e comportados... O que devo aprontar para o último beijo na sexta?



A Coruja


editado: links para as músicas consertados. Perdoem-me a burrada, essa vai para a falha nossa...


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6 comentários:

  1. ADOREI os beijos, sabia? Estou louca para a Regis ler o da Raven e do Luke XD

    Eu gostava de Nove Meses... mas, enfim...

    Carlisle e Esme me fez lacrimejar, pq eu gosto muito dos dois.

    Você sabe que eu morro de vontade de desenvolver a história deles dois, só falta aquele clic para fazer as peças se encaixarem e tudo entrar nos eixos para eu me empolgar.

    bjs

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  2. Nhia....não consigo baixar as musicas T-T os links dão erro...buaaaaaa....
    Tá, mas tirando isso gostei dos beijos^^ Adorei a Meg e o Aki !!!!! Pena q NM foi aposentada....parecia tão legal....aiai...¬¬...nada mais a declarar, acho....sério tem muito ponto nesse coment

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    Lulu, fiquei encantada! Quew coisa mais fofa!!! Adorei a beijoca dos meus filhotes!!
    Obrigada!!

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  4. awn amei carlisle e esme, muito bom!
    e Luke e Raven, esse eu queria ver faz muito tempo! excelente!!

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  5. É um casal muito sensível... daria uma ótima fic!!

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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