29 de outubro de 2018
A Vertigem das Listas: Dez Viagens que Queremos Fazer antes de Morrer

Lulu: Olá, leitores, e sejam bem-vindos a mais um Vertigem das Listas! Minhas férias FINALMENTE começaram e, se tudo tiver dado certo, esse post irá ao ar enquanto estou a 30.000 pés de altura, a caminho da minha próxima aventura… Mas enquanto não chego ao meu destino, já começamos a sonhar com a próxima viagem, e por isso mesmo o vertigem de hoje vai listar Dez Viagens que Queremos Fazer antes de Morrer.
Ísis: Um dia, Luciana, irei contigo nessas viagens! Me aguarde! Mas vou dar uma de enxerida e contar a minha primeiro! Se bem que a minha primeira eu já realizei: Índia! Fizemos um circuito por parte da área deserta de Rajasthan. Estou até hoje preparando o Vertigem, mas suficiente dizer que aquela região é conhecida como um vale dos Reis, pois muitos palácios foram lá construídos. E a viagem como um todo foi uma das melhores da minha vida. Vale muito! Comida indiana todo dia! Foi maravilhoso!
24 de outubro de 2018
All Hallow’s Read - Edgar Allan Poe como um personagem de Poe

Edgar Allan Poe teve uma vida quase tão movimentada e misteriosa quanto o enredo de suas obras. Os pais eram atores - o pai, David, era americano e a mãe, Eliza, inglesa. Os dois se casaram em 1806 e tiveram o primeiro filho, William, em 1807. Edgar nasceu em janeiro de 1809, numa época em que a família passava por dificuldades financeiras, causadas, sobretudo, pelo alcoolismo de David Poe, que os abandonou quando o escritor ainda era um bebê. Eliza estava mais uma vez grávida quando o marido desapareceu, e em dezembro de 1810 nasceu Rosalie Poe. Um ano depois, Eliza faleceu, de tuberculose.
19 de outubro de 2018
Desafio Corujesco 2018 - Uma História que te Provoque Risos || Interferências

Ela olhou com expectativa para a mão dele, que estava ao lado do livro. Você não precisa disso, disse ele, e, quando viu que ela ainda hesitava: Confie em mim. Apenas ouça.
E ela ouviu, segurando com força a beirada da mesa com as mãos, e preparando-se para enfrentar, amedrontada, a onda avassaladora de vozes que viria.
Mas não veio. As vozes não tinham ido embora, mas já não vinham em turbilhão para coma dela, inundando-a. Estavam mais calmas, mais silenciosas, como o murmúrio de um córrego inofensivo. Ela olhou para C. B., espantada. Como você fez isso?
Não fiz, respondeu ele, apontando com a cabeça na direção das outras pessoas sentadas às mesas compridas. Eles fizeram.
Mas como...?
Ele sorriu. Nunca subestime o poder de um bom livro.
Descobri Connie Willis há três anos, por indicação de um amigo, e desde então a coloquei naquela lista de ‘autores que quero ler toda a bibliografia’. De seus contos às noveletas e romances, tudo dela com que já tive contato não apenas me deixou fascinada como também surpreendeu. Assim, não é à toa que, tão logo Interferências apareceu em pré-venda, saí correndo para reservar o meu (embora tenha demorado um pouco para começar a lê-lo efetivamente).
13 de outubro de 2018
A Vida Compartilhada em uma Admirável Órbita Fechada

Jane se agarrou à parede, respirando com dificuldade. Estava tonta, mas não tinha nada a ver com o lançamento, nem com a gravidade falsa nem nada disso. Aquilo tudo era demais, simples assim. O planeta era lindo. O planeta era horrível. O planeta estava cheio de gente, e essas pessoas também eram lindas e horríveis. Tinham estragado tudo, e ela estava indo embora e jamais voltaria.
Li A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil no ano passado, e foi um dos melhores títulos de 2017. Eu me apaixonei pela prosa de Becky Chambers, pelo elenco tão diverso e vibrante, pela construção de relacionamentos, e pela road trip espacial pela qual somos levados. Uma amiga comentou que terminamos a história querendo abraçar o livro, porque ele nos abraça o tempo todo da leitura e eu concordo muito com essa imagem.
8 de outubro de 2018
All Hallow’s Read: Elfos, Bruxas, Reis e Rainhas em mais uma história de Discworld

"- (...) Mesmo um caçador, um bom caçador, pode sentir pela presa. Isso é o que faz com que seja um bom caçador. Elfos não são assim. São cruéis por diversão, e não entendem coisas como misericórdia. Não entendem que algo além deles próprios possa ter sentimentos. Eles riem muito, especialmente se pegarem um humano solitário, um anão ou um troll. Trolls podem ser feitos de rocha, Majestade, mas estou dizendo a você que um troll é seu irmão em comparação com os elfos. Na cabeça, quero dizer.
- Mas por que eu não sei de nada disso?
- Glamour. Elfos são bonitos. Eles têm, - ela cuspiu a palavra - estilo. Beleza. Graça. Isso é o que importa. Se os gatos parecessem rãs nós perceberíamos os bastardinhos desagradáveis e cruéis que são. Estilo. Isso é o que as pessoas lembram. Elas se lembram do glamour. Todo o resto, toda a verdade vira... contos de fadas da carochinha."
Não é preciso ir muito longe para perceber que Lordes e Damas é uma paródia de Sonho de uma Noite de Verão (com algumas pitadas de A Megera Domada e até Henrique V). Está tudo lá afinal: amores trocados, casamentos reais, travessuras, elfos e encantamentos; mas temperado com alguns detalhes picantes pelo meio, um sabá de bruxas e, claro, o humor bastante afiado de Pratchett.
5 de outubro de 2018
Livros são Prejudiciais? Réplica de uma Leitora

O post de hoje começou como resposta a um comentário que recebi questionando se comédias românticas são um tipo de conto de fadas, arrematado com uma referência ao gênero como algo ‘prejudicial’. Minha réplica acabou ficando grande demais para postar lá; mas mesmo que assim não fosse, eu provavelmente usaria o que escrevi como gancho para um post sobre o assunto - porque, no cerne da questão, há uma ideia importante que precisa ser discutida.
4 de outubro de 2018
Empilhando no Escaninho #33 (Os Links da Coruja)

Chegou outubro! Contagem regressiva para as férias! Falta pouco, muito pouco, muito pouco... E contagem regressiva também para o Halloween, afinal, adoro o dia das bruxas! Está aí uma tradição importada que sempre estou desejando que pegue aqui pelo Brasil...
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1 de outubro de 2018
Geek Love: o belo, o feio e o bizarro

Os movimentos da minha corcunda são agradáveis no ar quente, e o suor da minha cabeça careca escorre para dentro dos olhos, fazendo-os arder sob a luz intensa. O espírito da corcunda sacolejante se move pelo palco e contagia calças vermelhas, barrigas peludas e todo mundo, enquanto eu piso na minha blusa sem botões, escorrego nos arreios de elástico emaranhados e abro tanto os olhos quase cegos que eles conseguem enxergar que de fato há um tom cor-de-rosa ali - o olho albino na órbita sem cílios para protegê-la -, e isso é bom. Como me sinto orgulhosa dançando no ar cheio de olhos que me observam ali descoberta, incapazes de se desviar por causa do que eu sou. Aqueles pobres sapos atrás de mim estão em silêncio. Eu os superei. Eles pretendiam me usar e envergonhar, mas eu venci pela natureza, porque uma verdadeira bizarrice não pode ser inventada. Um bizarro de verdade deve trazer isso desde o nascimento.
Se você passasse pela livraria e só visse o nome Geek Love na capa, sobre o que você acharia que era essa história? Pessoalmente, desconfio que um livreiro desavisado poderia muito bem colocá-lo na prateleira de romances achando ser uma história ‘sessão da tarde’ em que nerds se apaixonam em alguma convenção de quadrinhos ou coisa parecida.
Ele não poderia estar mais errado.
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