30 de junho de 2018
A Vertigem das Listas: Seis Copas do Mundo que Ficaram na Memória

Embora não entenda nem me importe muito com futebol, de quatro em quatro anos estou sentada diante da TV e debatendo do assunto como se fosse especialista. Não sei o que há em Copa do Mundo que tem esse efeito, mas fato é que não tem muito como fugir do tema nessa época...
25 de junho de 2018
O Resumo da Ópera - Alguns Vários Títulos que Passaram por Aqui esse Primeiro Semestre

Faz tempo que estava pensando em começar uma coluna cá no Coruja para juntar várias pequenas opiniões sobre leituras feitas, interessantes, mas que não renderiam resenhas completas. Afinal, nem sempre dá para escrever cinco páginas desfiando o simbolismo das escolhas de um autor, mas isso não significa que aquele volume não tenha me tocado de alguma forma. Ou talvez eu já tenha falado daquele escritor e ir para além da própria narrativa signifique me repetir ad nauseam. Às vezes um ou dois parágrafos é suficiente para dar minha opinião, mas isso acaba não rendendo um post para o blog.
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14 de junho de 2018
Agência nº1 de Mulheres Detetives

Mma Ramotswe tinha uma agência de detetives na África, no sopé da colina Kgale. O patrimônio da agência era: uma pequenina van branca, duas escrivaninhas, duas cadeiras e uma velha máquina de escrever. Havia ainda um bule em que Mma Ramotswe - a única mulher detetive em Botsuana - preparava seu chá de rooibos, uma erva nativa. E três canecas - uma para ela própria, uma para a secretária e uma para o cliente. Uma agência de detetive precisa de mais alguma coisa? Agências dependem de intuição e inteligências humanas, ambas bem presentes em Mma Ramotswe. Mas esses são itens que ninguém jamais pensa em incluir num inventário, é claro.
Descobri Agência n. 1 de Mulheres Detetives por acaso, num passeio ao sebo. O título fez-me lembrar de uma amiga que é fã de romances policiais e comprei-o com a vaga intenção de enviá-lo para ela. Antes que isso acontecesse, porém, comecei a folheá-lo e logo me perdi na leitura.
6 de junho de 2018
Tradução - Em Busca de Portas

Descobri o vídeo da conferência de Victoria Schwab na Pembroke College Tolkien Lecture por puro acaso: o link foi indicado pelo Charles de Lint no Goodreads e, como sigo o autor por lá, o site me fez o favor de enviar a notificação para o meu e-mail. Já conhecia de nome a Schwab (estou com Um Tom Mais Escuro de Magia para ler aqui na estante), mas o que me chamou a atenção foi a referência a Tolkien - especialmente porque continuo às voltas com pesquisas para meu Projeto Arda. Guardei o e-mail para dar uma olhada quando tivesse mais tempo, e no fim de semana seguinte fui assistir.
4 de junho de 2018
O Paraíso Perdido: Uma Adaptação em Quadrinhos

Meu primeiro contato com John Milton foi adolescente, através das epígrafes que abriam cada capítulo de A Luneta Âmbar. É engraçado; não acho que a ideia de religião - especialmente o cristianismo com que eu tinha crescido (família religiosa, escolas de freiras até quase meu último ano...) - tivesse entrado na minha cabeça como uma ferramenta disponível, possível de fazer ficção. Talvez por isso, a obra de Pullman tenha me fascinado tanto - pela qualidade da escrita, pela forma de escrever fantasia (e ele foi um dos meus primeiros autores de ficção fantástica madura, para além do faz-de-conta infantil) e pela contínua quebra de dogmas.
2 de junho de 2018
Empilhando no Escaninho #29 (Os Links da Coruja)

Maio foi um mês corrido, confuso e dolorido, em mais de um sentido... Chegamos agora a junho, meio do ano, e aqui ficamos de dedinhos cruzados para que as coisas fiquem um pouco mais equilibradas.
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1 de junho de 2018
Desafio Corujesco 2018 - Uma História de Família || Os Maias

Carlos recordava-se bem que nessa tarde, depois da melancólica conversa com o avô, devia ele experimentar uma égua inglesa: e ao jantar não se falou senão da égua, que se chamava Sultana. E a verdade era que daí a dias tinha esquecido a mamã. Nem lhe era possível sentir por esta tragédia senão um interesse vago e como literário. Isto passara-se havia vinte e tantos anos, numa sociedade quase desaparecida. Era como o episódio histórico de uma velha crônica de família, um antepassado morto em Alcácer-Quibir,239 ou uma das suas avós dormindo num leito real. Aquilo não lhe dera uma lágrima, não lhe pusera um rubor na face. Decerto, preferiria poder orgulhar-se de sua mãe, como de uma rara e nobre flor de honra: mas não podia ficar toda a vida a amargurar-se com os seus erros. E por quê? A honra dele não dependia dos impulsos falsos ou torpes que tivera o coração dela. Pecara, morrera, acabou-se. Restava, sim, aquela ideia do pai, findando numa poça de sangue, no desespero dessa traição. Mas não conhecera seu pai: tudo o que possuía dele e da sua memória, para amar, era uma fria tela mal pintada, pendurada no quarto de vestir, representando um moço moreno, de grandes olhos, com luvas de camurça amarelas e um chicote na mão… De sua mãe não ficara nem um daguerreótipo, nem sequer um contorno a lápis. O avô tinha-lhe dito que era loura. Não sabia mais nada. Não os conhecera; não lhes dormira nos braços; nunca recebera o calor da sua ternura. Pai, mãe, eram para ele como símbolos de um culto convencional. O papá, a mamã, os seres amados, estavam ali todos — no avô.”
Eça de Queiroz foi um dos indicados deste ano para as leituras do Clube do Livro de Bolso e, não fosse tal indicação, eu talvez tivesse passado a vida sem ler nada do português. Não porque tivesse algum particular preconceito contra Eça, mas porque tem tanta coisa na minha lista de leituras, que ele nunca me chamou suficiente atenção para se tornar prioridade. Assim é que devo um agradecimento especial a turma do clube por ter eleito esse título, porque essa leitura foi um verdadeiro deleite. E ainda encaixou num dos temas do Desafio Corujesco desse ano, o que me deixou feita na vida...
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