30 de maio de 2017
A Jornada do Herói - Parte V: Dando um Trato no Roteiro

Falei um bocado de Campbell, de histórias, dei vários exemplos bastante acessíveis, e agora é a hora de resumir tudo o que aprendemos e simplificar para entender como todos os estágios da jornada nos ajudam a criar uma história universal, histórias que geram empatia, com as quais somos capazes de nos identificar. Para isso, vou usar Vogler, que reduz e renomeia algumas das fases que já acompanhamos, trazendo a teoria de Campbell para o mundo dos roteiros e da cultura pop, fora da busca por significados místicos que está extremamente presente no professor.
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29 de maio de 2017
A Vertigem das Listas: Cinco Mitos Heróicos

Lulu: Maio é o mês de aniversário do Coruja, o que significa que é também o mês de escrever extensamente sobre um assunto que me seja particularmente caro ao coração - vez que escrever esses artigos especiais envolve muita pesquisa, muita leitura sobre o assunto e muita paciência para digerir tudo que tenho de estudar para escrevê-los. Esse ano, escolhi falar da Jornada do Herói e como esse tema tem tudo a ver com mitologia - da qual a estrutura narrativa descrita por Campbell é inteiramente derivada - decidi deixar como tema do vertigem Cinco Mitos Heróicos - ou, em outras palavras, cinco histórias da mitologia (ou personagens mitológicos) que sejam nossos favoritos.
25 de maio de 2017
#AmericanGods || Diário de Viagem Episódio 04: Pesticida

Eu estava bem ansiosa para esse capítulo, porque achava que ia ter o final do capítulo 05 aqui, que é quando Shadow sobre no carrossel em House on the Rock com Wednesday, Czernobog e Mr. Nancy… Git Gone, contudo, revelou-se como um interlúdio que volta a história até antes do começo da série para nos apresentar a uma personagem que até então estivera presente de forma bastante oblíqua: Laura Moon, a esposa morta(-viva) de Shadow.
23 de maio de 2017
A Jornada do Herói - Parte IV: Retorno

Terminada a jornada e alcançado o objetivo, é o momento de o herói voltar para casa e descansar sobre seus louros, levando consigo aquilo que ganhou/aprendeu para compartilhar com a comunidade que deixou para trás no início do caminho. Ou… quem disse que seria tão fácil assim?
Na fase do retorno, espelhamos os acontecimentos da primeira parte do ciclo, iniciando com a recusa do retorno. Afinal, o herói, no mundo extraordinário em que penetrou ao atravessar aquele primeiro limiar, foi elevado de sua posição original para um status quase divino. Considerando que há grandes possibilidades de seu retorno, em vez de ser celebrado, render-lhe o apelido de “Mad Baggins”, porque voltar? Depois de tantas aventuras, tanta adrenalina e excitação, como conseguir se reacostumar à calmaria?
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19 de maio de 2017
#AmericanGods || Diário de Viagem Episódio 03: Cabeça Cheia de Neve

É engraçado; estou na minha quarta releitura de Deuses Americanos, conheço a história quase de cor, incluindo os contos que vieram depois do romance e a série consegue e continua a me surpreender. Tinha muitas expectativas para a estreia de American Gods e muito medo de que o show terminasse por não atender a elas, mas a verdade é que a cada episódio eles conseguem se superar. Amei os dois primeiros episódios e para esse terceiro não sei nem como expressar o quanto me encantei. Parece que a cada semana eles conseguem retornar ainda mais fortes, visualmente fascinante e com um roteiro ao mesmo tempo igual e diferente ao que esperamos do livro.
16 de maio de 2017
A Jornada do Herói - Parte III: O Caminho das Provas

Tendo atravessado o limiar, o herói se vê num mundo completamente diferente do seu, um mundo em que ele deverá passar por testes e provações para demonstrar seu valor. Esse estágio da jornada, que costuma ser o momento em que se constrói tensão dentro da narrativa e se desenvolve o caráter do herói, é chamado por Campbell de o caminho das provas. Os doze trabalhos de Hércules ou ainda a história de Psique, descendo ao Mundo Inferior sob as ordens de Afrodite para ter oportunidade de reencontrar Eros ao fim de suas tribulações, são bons exemplos dessa etapa.
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12 de maio de 2017
The Great (Owl) Game - Sorteio de Oito Anos do Blog
Era para eu ter postado isso já há alguns dias, mas por razões várias, acabei só conseguindo me sentar com calma para resolver os detalhes do sorteio de aniversário dos oito anos do Coruja agora. E sim, se vocês acompanham o blog por esse tempo todo, devem estar estranhando o fato de eu só falar em sorteio, mas... esse ano começou brutal, continua na mesma veia e por isso faltou tempo para pesquisar e organizar a tradicional gincana, nosso grande jogo corujesco...
9 de maio de 2017
#AmericanGods || Diário de Viagem Episódio 02: O Segredo da Colher

Se O Pomar de Ossos seguiu os acontecimentos dos dois primeiros capítulos do livro de forma quase ipso litteris, nesse segundo episódio de American Gods começamos a nos desvencilhar da inspiração original da história - sem perder a essência, mas jogando algumas surpresas para os que já são familiarizados com o livro. E a abertura desse episódio foi algo que me pegou de surpresa, me deixou sem fôlego e representou muito bem o que eu esperava e queria da série. Afinal, desde o começo, prometeu-se atar à fantasia uma boa dose de comentário e crítica social, numa adaptação que modernizaria os temas que estão correndo na história - em especial, a questão dos imigrantes. E é exatamente isso que a introdução de Anansi faz.
A Jornada do Herói - Parte II: O Chamado da Aventura

A jornada do herói pensada por Joseph Campbell é, reduzida a sua essência, um ciclo em três partes, sendo a primeira delas a separação ou partida. Nessa fase da narrativa somos apresentados ao herói, que vive uma existência mundana, comum, até receber o chamado da aventura - o estágio introdutório do monomito.
Frequentemente, um arauto anuncia a aventura. Essa é a figura que empurra o herói a avançar na história: ele não é necessariamente um personagem, podendo ser apenas um acontecimento, um marco que dá o impulso inicial para o que acontecerá a seguir. A figura do arauto também pode se confundir com a do mentor e do vilão - facetas arquetípicas possíveis num mesmo personagem, sobre os quais falaremos em outra parte desse especial.“Pequeno ou grande, e pouco importando o estágio ou grau da vida, o chamado sempre descerra as cortinas de um mistério de transfiguração - um ritual ou momento de passagem espiritual que, quando completo, equivale a uma morte seguida de um nascimento. O horizonte familiar da vida foi ultrapassado; os velhos conceitos, ideais e padrões emocionais, já não são adequados; está próximo o momento de passagem para um limiar.”
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5 de maio de 2017
#AmericanGods || Diário de Viagem Episódio 01: Pomar de Ossos

Ok, então que todo mundo por aqui já sabe a essa altura o quanto eu amo o Gaiman e como sou apaixonada por tudo o que esse homem escreve. Não é surpresa, portanto, que eu estivesse extremamente empolgada com a estreia de American Gods, a série. Estou agora contando os dias para que o pessoal da Funko anuncie uma linha de bonequinhos dos personagens da série para que eu possa colecionar, porque minha estante está precisando de alguns deuses para se sentir mais completa.
4 de maio de 2017
A Jornada do Herói - Parte I: Mito, Sonhos e Estruturas Narrativas

O Coruja está hoje completando oito anos de existência e é claro que a data não poderia passar em branco: é tempo de um novo especial-quase-monografia e o tema deste ano é um que me é muito caro e sobre o qual há tempos eu queria escrever: a Jornada do Herói, ou monomito, a sopa primeira que experimentamos do caldeirão de histórias. Acredito que todo mundo que goste de fantasia seja razoavelmente familiar com os conceitos que vamos trabalhar por aqui, mas de toda maneira, comecemos pelo começo.
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2 de maio de 2017
Desafio Corujesco 2017 - Um Livro que Você Tem mas Nunca Leu || O Sol é para Todos

Publicado no início da década de 60, no auge do movimento por direitos civis nos Estados Unidos, O Sol é para Todos é considerado um dos mais importantes romances do século XX e um pilar da própria identidade americana. É um livro que estava há bastante tempo na minha estante e ao qual vim dar prioridade mês passado, vez que ele foi indicado para debate no Clube do Livro - tendo rendido um dos melhores debates do grupo, com direito a risos nostálgicos e olhos embargados. E que também me fez criar uma nova categoria de livros na minha cabeça: a de “títulos que eu gostaria de ter lido na faculdade”, pois o romance de Harper Lee ensina mais sobre ética e justiça que muitos dos seminários que tive de assistir sobre o assunto quando estudante.“- Talvez quisesse mesmo me bater. - concordou Atticus. - Mas, filho, quando você for mais velho, vai entender melhor as pessoas. Uma multidão, qualquer que seja ela, é sempre formada por pessoas. Na noite passada, o sr. Cunningham fazia parte de um grupo, mas continuava sendo uma pessoa. Todo grupo em toda cidadezinha do sol é sempre formado por pessoas que a gente conhece. O que não diz muito a favor dessas pessoas, não é?
- Eu diria que não - concordou Jem.
- Foi preciso uma menina de oito anos para fazer eles recobrarem o bom senso, não foi? - perguntou Atticus. - Isso prova que um bando de homens ensandecidos pode ser contido, simplesmente porque eles continuam sendo humanos. Hum, talvez precisássemos de uma força policial formada por crianças… Na noite passada, vocês crianças fizeram Walter Cunningham se colocar no meu lugar por um minuto. Foi o suficiente.”
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