18 de janeiro de 2018

Empilhando no Escaninho #25 (Os Links da Coruja)


De novo faz muito tempo desde que postei uma coluna do Empilhando no Escaninho por aqui, embora esteja sempre salvando links para compartilhar com vocês. Às vezes é esquecimento, na maior parte das vezes é falta de tempo mesmo. Investi numa agenda esse ano, coisa que não fazia há anos, para ver se consigo me organizar melhor e paro de esquecer as coisas que tenho por fazer...

Enfim, vamos à lista!

  • A BBC trouxe por esses dias uma reportagem sobre museus militares pelo mundo que muito me interessou - eu não vou negar que sempre visito pelo menos um museu militar/sobre guerra quando viajo. Da lista na reportagem, fui apenas ao Churchill War Rooms - que foi um dos meus museus favoritos em Londres, riquíssimo em informações e com o bunker em que Churchill trablhou durante a guerra todo preservado. Senti falta de Les Invalides, em Paris, que além de ser um verdadeiro mundo de informações sobre guerras - com destaque para o período napoleônico - também inclui na visita a tumba do próprio Napoleão.

  • Algum tempo atrás, a Julia Quinn indicou o artigo Why We Still Call Them Bodice Rippers? (a Fernanda, do The Bookworm Scientist, me marcou nesse post também...), e fiquei muito tentada a escrever um artigo sobre o assunto cá no Coruja, mas isso já estava mais para perto que longe do fim do ano, e acabei não querendo arranjar sarna para me coçar... Bem, já escrevi antes sobre folhetins e romance, mas esse é um assunto que nunca se exaure... Negócio é que me lembrei desse artigo essa semana quando abri meu e-mail e encontrei uma newsletter da livraria The Ripped Bodice, especializada em romances, e vi que eles estavam organizando uma oficina para autores que querem aprender a escrever cenas de sexo. Minha primeira reação foi dar gargalhadas, porque o anúncio é meio ridículo (coreografia, sério?), mas, bem, faz um certo sentido, não? Pessoalmente, prefiro ler esse tipo de cena apenas sugerida e deixada à imaginação do leitor, mas, bem, o sucesso de hoje em dia é algo mais explícito e uma oficina provavelmente impedirá pessoas de escreverem sobre deusas interiores. Certo? Certo? Por que, de boa, toda vez que me falam dos romances eróticos que estão fazendo sucesso nos dias de hoje, sinto uma vergonha alheia que não dá para explicar...



  • Adoro reportagens sobre livrarias e essa que a BBC trouxe sobre Haskell library, na divisa entre Estados Unidos e Canadá é muito interessante. Livros te levam para outros lugares, te fazem estar em mais de um local ao mesmo tempo... mas em Haskell você pode estar, de forma literal, em dois países diferentes, só colocando um pé de cada lado da linha. Aqui no Brasil também há lugares de fronteira em que você pode se considerar em dois lugares diferentes ao mesmo tempo - eu já fiz isso, atravessando a rua em Ponta Porã para colocar um pé no Paraguai e ficar com o outro no Brasil...


  • Terminando a lista de hoje, uma ferramenta para ajudar escritores a se organizarem: o Notebook.ai, um programa que te permite esboçar e guardar informações sobre os mundos, personagens e detalhes que você criou para sua história. É possível ler mais sobre o projeto e as facilidades do programa nesse post de Andrew Brown, um dos criadores dele. Considerando que o próprio Andrew é um escritor - e participante entusiasmado do NaNoWriMo - é razoável presumir que ele sabe do que um autor precisa para ajudá-lo em seu processo de escrita...


A Coruja


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