31 de dezembro de 2015

Retrospectiva Literária 2015


Chegou o dia! Como em todos os anos desde o início do blog, estamos participando da Retrospectiva Literária do Pensamento Tangencial. Nas palavras da Angélica Roz, responsável pela iniciativa:
A Retrospectiva Literária é uma “postagem coletiva”, promovida pelo blog, que ocorre anualmente. Vários blogs se reúnem e criam um post no mesmo dia - 31/12 - fazendo uma retrospectiva de suas leituras realizadas durante o ano.

A Retrospectiva já está em seu sexto ano - sim, estamos ficando velhos!! - e tem por finalidade propiciar que os leitores vorazes façam um balanço dos livros lidos durante o ano e, através de suas respostas, planejem o ano seguinte. E não é só isso! Através da Retrospectiva Literária você tem a possibilidade de divulgar o seu blog, conhecer outros blogueiros fanáticos por livros e fazer troca de muitas dicas bacanas de leituras!
Dito isso... vamos à minha lista!

A aventura que me tirou o fôlego: Perdido em Marte, sem dúvida alguma. Tanto o livro quanto o filme são excelentes e me deixaram na pontinha da cadeira na expectativa do que aconteceria a seguir.

O terror que me deixou sem dormir: Como todo mundo sabe, não sou uma fã de terror… e quando eventualmente me aventuro pelo gênero, escolho livros que não são daqueles de te fazer querer se esconder dentro do armário. De toda maneira, tive a oportunidade de descobrir Ray Bradbury esse ano e fiquei definitivamente arrepiada com Algo Sinistro Vem por Aí.

O suspense mais eletrizante: O Espião que Saiu do Frio de John Le Carré. Simplesmente fantástico, o final me deixou tonta. A beleza dos romances de Le Carré é que ele teve a experiência real de ser parte do serviço secreto - ele sabe do que está falando, e sabe nos transportar para dentro da história. A forma como ele constrói a ambientação é magistral.

O romance que me fez suspirar: Fui dar uma olhada na minha lista de leituras desse ano e descobri que foram bem poucos os romances com que me entretive… desses, o que mais gostei, sem dúvida, foi Outlander.

A fantasia que me encantou: O mundo criado por Kazuo Ishiguro em O Gigante Enterrado é fascinante. A forma como ele mistura fantasia e história, como ele revisita os mitos arturianos e questiona o papel do mítico rei certamente faz com que ele ganhe esse lugar.

A saga que me conquistou: A Canção de Alanna, de Tamora Pierce. Fantasia com pinceladas de feminismo! Estou bem ansiosa para ler os livros seguintes da história!

O clássico que me marcou: Eu, Robô. Como é que eu não tinha lido esse livro antes???

O livro que me fez refletir: A Marquesa d’O… e Outras Estórias, do dramaturgo alemão Heinrich von Kleist. Caramba, minha gente, que livro! Deveria ser uma leitura indicada na Faculdade de Direito. Pena que ele esteja esgotado e mesmo em sebos seja difícil de encontrar...

O livro que me fez rir: O Manual da Garota Geek: Tudo o que uma Garota Nerd Precisa Saber para Dominar o Mundo. Sério, eu dei muita risada com esse livro…

O livro que me fez chorar: A Vida do Livreiro A. J. Fikry. Livrinho curto para ler com uma caixa de lencinhos de papel do lado.

O livro que me decepcionou: A Corte do Ar, do Stephen Hunt. Eu tinha muitas expectativas para esse livro, ele tinha vários dos meus elementos favoritos e ainda fazia o gênero steampunk… mas não consegui criar empatia por um único personagem, achei toda a ação muito jogada e foi com muito custo que consegui chegar ao final da história.

O livro que me surpreendeu: A Metafísica dos Tubos. É o livro mais criativo que li esse ano, um dos melhores de 2015, certamente. Fiquei querendo conhecer mais da autora.

O livro que devorei: Um gato indiscreto e outros contos. É bem curtinho, você lê de uma sentada só. Mas pensem num livro gostoso de ler. Quero mais contos do Saki.

A capa que amei: A capa de The Sleeper and the Spindle - que saiu agora já quase no fim do ano aqui no Brasil com o título de A Bela e a Adormecida. Sério, eu fiquei apaixonada pela capa desse livro - aliás, o volume inteiro é uma obra de arte, tanto pelo texto de Gaiman quanto pelas ilustrações do Chris Riddell.

O thriller psicológico que me arrepiou: Noite do Oráculo. São tantas histórias dentro da mesma história, tudo se entremeando numa verdadeira colcha de retalhos. O narrador não particularmente confiável e suas várias teorias nos deixam ainda mais tontos.

A melhor HQ: Sandman - Overture, sem qualquer dúvida. Obrigada, Gaiman, por existir.

O Melhor Não-Ficção: Li alguns excelentes livros de não-ficção esse ano. Meu favorito - e confesso que foi difícil decidir só um, foi Waterloo. Eu adoro História, amo o período das Guerra Napoleônicas e sou fã tanto do Napoleão quanto do Duque de Wellington, como não poderia querer mergulhar nesse livro?

A frase que não saiu da minha cabeça: “I am not scared of bad people, of wicked evildoers, of monsters and creatures of the night. The people who scare me are the ones who are certain of their own rightness. The ones who know how to behave, and what their neighbors need to do to be on the side of the good.” - Neil Gaiman em Trigger Warning.

O(a) personagem do ano: É uma dupla, na verdade: Powell e Donovan, de vários dos contos de Eu, Robô - eu leria um romance inteiro com os dois às voltas com seus testes com robôs.

O(a) autor(a) revelação: Amélie Nothomb, de A Metafísica dos Tubos. O estilo dela é maravilhoso; definitivamente quero ler mais livros dela.

O(a) autor(a) que mais esteve presente entre as minhas leituras: Neil Gaiman. Isso é alguma surpresa?

O gênero literário que mais li: Nenhuma surpresa que tenha sido fantasia, seguida muito de perto por ficção científica.

O gênero literário que preciso ler mais: Eu leio um pouco de todos os gêneros, com particular ênfase nos clássicos, e em fantasia. O que mais costuma estar ausente da minha dieta literária são romances contemporâneos (auto-ajuda não conta). Tive agradáveis surpresas esse ano nesse aspecto - Nothomb e Auster - quero experimentar mais nesse sentido.

O melhor livro que li em 2015: Trigger Warning, do Neil Gaiman. De novo, surpresa nenhuma, não é mesmo?

Li em 2015 144 livros.

A minha meta literária para 2016 é: Creio que manter o ritmo. E diversificar um pouco mais minhas leituras. De toda maneira, acho que tenho conseguido manter meus planos, ler coisas diferentes e dar vazão ao que fica na estante.

Quero continuar nesse espírito em 2016.


A Coruja


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8 comentários:

  1. Adoro esse livro do Saki. É raro ver gente que também conhece o autor. :)

    E 144 livros, uau! Que 2016 também seja um ano cheio de leituras para você. :D

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    1. Pois é, Saki é um autor que deveria ser mais conhecido... eu gostei bastante dele, fiquei muito tentada a procurar mais livros que ele tenha escrito... Bom saber que não estou sozinha ;)

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  2. Quando eu crescer quero ser como você :-D
    Que 2016 seja ainda melhor!
    Beijos!

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    1. HUAHUAHUAHUAHUA... Obrigada pela parte que me toca.

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  3. Oii! Eu não consigo gostar do Neil Gaiman, acredita?
    Li dois livros dele e não me conquistaram...
    A maioria dos livros que você citou, não conheço. Mas fiquei curiosa!! Vou procurá-los! :D
    Beijos! E obrigada por ter participado de mais uma Retrospectiva Literária! \o/

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    1. É sempre um enorme prazer participar da Retrospectiva Literária! Acreditas que no começo do ano anoto na agenda os temas que costumam aparecer na Retrospectiva e vou então colocando títulos nela à medida que leio, para quando chegar o fim do ano conseguir lembrar de tudo e selecionar meus queridinhos?

      Dê mais uma chance ao Gaiman... quais foram os livros que você leu? Eu posso fazer recomendações dependendo do que você goste ;)

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  4. Adorei isso de retropesctiva literária hahaha. E to chocada com 144 livros *o*
    Li 70 hihi :D

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    1. Acho que não importa muito a quantidade, o importante é ler, ler sempre e em todo lugar!

      E que bom que gostou da retrospectiva! Também adoro fazer isso!

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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