8 de agosto de 2015

O Bode na Cozinha: Chapéu de Cego


O Dé continua enrolado esse mês, então, aviso logo que vocês terão de se contentar com a Lulu hoje e seu ‘Curso de Culinária para Pessoas Ineptas na Cozinha Mesmo’. Mas, se nada mais explodir, o Bode estará de volta à programação normal mês que vem e eu fujo da cozinha (exceto para raspar a panela, claro...).

Bem, hoje vou dividir com vocês a receita de um bolinho frito muito rápido de fazer e que casa maravilhosamente com café - seja pela manhã, seja na pausa da tarde. Então... hoje é dia de chapéu de cego!

Cá entre nós, nunca entendi muito bem porque cargas d'água esse bolo se chamava 'chapéu de cego', mas pesquisando, descobrir que ele também é conhecido como 'chapéu de couro' cá pelo interior do nordeste - o que me parece lógico, já que realmente parece um pouco. Mas cresci ouvindo chapéu de cego, então é o nome que vou continuar usando.

Estudos etimológicos à parte, vamos ao que realmente interessa: o preparo da receita para que possamos, em seguida, nos deliciar com o bolinho pronto.

Ingredientes


- 1 ovo
- 1 colher (sopa) rasa de açúcar
- 2 colheres (sopa) de flocos de milho pré-cozido (conhecido tradicionalmente por aqui como fubá ou fuba)
- meia colher (café, a menor que tem) de fermento
- 1 pitada de canela
- 1 pitada de erva-doce

A depender do tamanho da frigideira em que você for fazer, vai render entre um e dois bolinhos. Não é uma receita que você faz em quantidade, porque o bom dele é fazer e comer na hora, ainda quentinho - se for fazer para guardar, não fica tão bom e tem receitas melhores de bolo de milho para esse tipo de coisa. enfim, quiser fazer mais, é só ir dobrando a receita.

Modo de Fazer

Comece batendo a clara em neve até chegar o ponto. Acrescente a gema e bata mais um pouco, até que fique tudo misturado.


Acrescente o açúcar - e preste atenção nesse ponto, porque se você colocar açúcar demais, o bolo não vai virar depois - a massa de milho, canela e erva-doce - as duas últimas são o 'tempero' do bolo e tiram o cheiro do ovo. Se você quiser, pode colocar uma pitada de gengibre também.

Coloque óleo na frigideira que dê para cobrir todo o fundo (não é para despejar óleo, é só para melar, ok?) e deixe esquentar no fogo baixo. Aí, despeje a massa.


Use uma escumadeira para virar quando o primeiro lado estiver dourado. Se for necessário, coloque um pouco mais de óleo (na frigideira, não em cima do bolo!)


Uma vez que esteja frito dos dois lados... ESTÁ PRONTO! Agora é só colocar no prato e comer! E, sério, é um ótimo acompanhante para um café da hora. E fica tudo pronto em poucos minutos.


A despeito de ser um bolinho frito, ele fica sequinho, não é uma coisa absurdamente oleosa - ao menos, se você não despejar metade do óleo na frigideira, que foi quase o que eu fiz quando minha mãe disse que era para colocar óleo "que cobrisse o fundo". Por essas e outras que sempre faço questão de instruções detalhadas...

Espero que tenham gostado da receita. E aqui me despeço, até a próxima vez em que tiver de me aventurar pela cozinha...


A Coruja


____________________________________

 

2 comentários:

  1. Vou me arriscar a fazer. Depois mostro como ficou. Mais o fuba seria o mesmo do cuscuz?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É sim, Maria, a mesma massa do cuscuz.

      Excluir

Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

Cadastre seu email e receba as atualizações do blog

facebook

Arquivo do blog