1 de março de 2015

Meme do Autor || Dia 01: Quando você primeiro começou a escrever/criar histórias?

Fazia tempo que eu queria responder algum tipo de meme de criação aqui no blog e no final do ano passado encontrei afinal um que achei interessante. Fiz algumas adaptações para que a Dani pudesse responder também - ela também é criadora de conteúdo e de histórias, se não na forma de narrativa, através dos seus desenhos. Ao longo de todo o mês de março, vamos dividir com vocês nossas respostas. Algumas das perguntas são mais gerais e gostaríamos de convidá-los para responder também. Meme não tem graça sem interatividade, não é verdade?

Mas, enfim, vamos ao que interessa... a primeira pergunta do mês!


Dia 1: Quando você primeiro começou a escrever/criar histórias?


Lulu: Hum... bem, eu tenho uma redação do colégio sobre o dia das mães que foi publicado no suplemento do jornal em Campo Grande quando eu tinha uns... sete ou oito anos? Não é bem uma história, mas eu já estava escrevendo à época...

Depois disso, quando eu tinha uns... nove anos, porque foi no último ano antes de eu me mudar para Recife, terceira série, então... 95? É, 95. Bem, eu estudava num colégio que tinha acabado de ser criado, tinha relativamente poucos alunos e eu levei para a coordenadora a idéia de um jornal escrito pelos alunos – idéia que foi esplendidamente aceita.

“O Tagarelinha” só teve uma edição (ou talvez tenha continuado depois que eu me mudei, não tenho como saber...) e foi todo escrito por mim. Não sobreviveram edições do jornal na mudança e eu francamente não me lembro do que cargas d’água eu escrevi, exceto pela manchete de capa que era algo como ‘Nasce uma Estrela” (porque, né, eu era uma pessoa muito modesta...).

Depois disso não sei bem o que aconteceu, mas dei uma parada. Voltei a escrever na sétima série, com treze anos e aí sim, eu comecei a criar histórias. Estava numa fase em que só lia romances policiais, então eu escrevia romances policiais tão sangrentos que ninguém sobrevivia no final – nem mesmo o detetive, que então voltava do além com a ajuda de um papagaio para dar a resolução da história.

Infelizmente, esses manuscritos também não sobreviveram mudanças de apartamento. Mas a vaga lembrança que tenho das histórias que escrevi a essa época é hilariantemente macabra.

Depois disso, eu não parei mais de criar histórias, e eis que chegamos aqui...

Ísis: Alguém mais sentiu medo dessa última parte? >.>

Credo, Lu!

Uhm... Se as redações do colégio não contarem (e normalmente eu já as conto porque, até a 6ª ou 7ª série, eu sempre escrevia beeeeeeem mais que a média/o mínimo), então foi por volta do 1º ano, eu acho. Mas eram praticamente a mesma coisa: a mocinha está em perigo, o mocinho vem e salva. Em minha defesa, eu só assistia Disney.

Dé: O mais cedo que consigo lembrar é na época da... segunda? Isso, segunda série. Naquela época eu era fã de séries como Jaspion, Jiraya e os Super Sentai que passavam na finada TV Manchete. Foi aí que comecei a escrever (e ilustrar, vejam só) revistam em quadrinhos, inspiradas especificamente em Kamen Rider Black RX.

Honestamente, eram uma porcaria, mas eu me divertia. Usava coisas que não sabia o que queriam dizer, tinha muito sangue e um desenho ruim de doer na vista... mas o que vocês esperavam de uma criança dessa idade?

Depois disso, fui só escrevendo as redações do colégio mesmo, mas sempre que podia incluía elementos de fantasia no meio, ou transformava em um conto épico e coisas assim. Só lá pelo segundo ou terceiro ano que voltei a escrever contos e histórias propriamente ditas, mas sempre no esquema de começar e não terminar, defeito que tenho até hoje.

Dani: Não sei como me encaixo nessa pergunta já que não escrevo... Quando comecei a desenhar então? Acho que desde que me entendo por gente. Mamãe me conta que eu já gostava de desenhar (mais que a média das crianças) com uns 2 aninhos. E, bom... não parei até hoje. Sempre foi meu principal passatempo. A brincadeira que preferia a qualquer outra. Especialmente porque dava para fazer sozinha. ^^

Mas acho que só comecei a levar a coisa a sério de verdade foi lá para uns 9, 10 anos, quando comecei a comprar livros e revistas de desenho e me dedicar de verdade a “desenhar direito”. Quanto a criar, eu sempre criei. Aliás, prefiro criar a copiar. Adoro a ideia de poder brincar de Deus com os desenhos e fazer o que eu bem entender.

Nunca me esqueço do Leão que tínhamos que pintar, aos 5 anos, e todos fizeram amarelinho, mas só eu inventei de fazer um roxo, porque queria um leão roxo com juba verde. E a professora ficou zangada e brigou comigo. XP Ah, rebeldia precoce...

Lulu: Eu passei meia hora xingando mentalmente essa sua professora agora, Dani. Do meu ponto de vista, essa é uma das coisas mais cretinas que se pode fazer com uma criança. Sou contra toda e qualquer repressão criativa.

Ísis: Eu também xinguei muito agora, pelo mesmo motivo. Criatividade deve ser estimulada. Bastava ela confirmar que você sabia quais as cores verdadeiras e que estava querendo fazer outra coisa... >.< Galera que não sabe ensinar, vá fazer outra coisa!!!!!!!! >.>


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