20 de dezembro de 2012

Um Panteão de Escritores (ou das estantes de Lulu)

Quem acompanha o Coruja já sabe que tenho um pequeno panteão de autores que são os meus favoritos de todos os tempos, que amo de paixão e que nunca consigo resistir a ter mais e mais volumes deles...

Na verdade, creio até que mais de uma vez falei sobre montar um altar para eles aqui em casa... E aí é que vocês já perceberam onde estou indo com essa conversa, não é verdade?

Recentemente eu descobri por indicação de uma amiga, (a Mi, do Bibliophile) o Leandro Liporage Bonecos, que faz pequenas obras-prima em biscuit... e aí eu surtei lindamente e encomendei mais da metade do meu panteão de uma tacada.

Agora que minhas belezinhas estão aqui, quero compartilhá-los com vocês, bem como mostrar um pouquinho das minhas coleções... fiz uma bagunça danada tirando e colocando livro na estante porque vários desses volumes estão em lugares diferentes e queria dar jeito de colocar tudo junto para vocês poderem ver.

Mas, enfim... vamos ao que interessa, não é mesmo?

Vou começar com o mestre dos anéis... J. R. R. Tolkien.


É razoavelmente óbvio que nutro uma enorme paixão pelo Tolkien... Eu não apenas escrevi um inteiro especial ano passado para celebrar dez anos desde a minha primeira leitura de O Senhor dos Anéis, como ainda embarquei numa jornada de leituras das obras que teriam inspirado o homem.

Minha coleção dele não está completa; há dois livros novos que foram lançados aqui no Brasil que pretendo adicionar à pilha (um eu já tinha lido em inglês mesmo, e até tentei encomendá-lo em português de Portugal - sei lá porque cargas d'água, tinha uma edição dessas na Saraiva, mas o caso é que pedi, para receber resposta de que estava esgotado...) e alguns outros que estudam a obra dele que também são objetos de desejo.

Faltou aí na foto (porque esqueci quando estava tirando...) minha camisa de Estive em Minas Tirith e lembrei de você e os DVD's, mas pelo menos lembrei de colocar a minha toca de Hobbit (que usei para ir assistir o filme) e o colar da Arwen.

Continuando com as figuras míticas do meu panteão, vamos dar agora uma olhada em Sir Terry Pratchett.


Esse Pratchett está encantador, usando o fraque vitoriano que o autor realmente vestiu na festa de lançamento de Dodger esse ano.

Eu sempre achei que Pratchett era o autor de quem eu mais tinha livros... são 38 volumes físicos (dois dos quais estão presentemente emprestados) e quatro no tablet, totalizando quarenta e dois volumes (quase todos já resenhados aqui no Coruja, contando ainda com um especial dedicado ao Homem do Chapéu)

Descobri hoje que estava enganada... Neil Gaiman conseguiu ultrapassá-lo por três volumes...


O Gaiman também já ganhou um especial em que só faltei canonizá-lo (não o fiz na época, mas agora estou fazendo, não é?). Ele é tão absurdamente querido que não pedi apenas um bonequinho dele, mas também, para fazer-lhe companhia, um Lorde Morpheus em seu trono no Sonhar.

Morpheus está dormindo na minha cabeceira para me dar bons sonhos ^^

Enfim, são quarenta e cinco volumes do Neil Gaiman aqui em casa (dois também estão emprestados, porque sou uma pessoa legal), alguns títulos repetidos - Deuses Americanos, Coisas Fragéis e Stardust são livros que tenho mais de uma cópia porque comprei/ganhei uma edição em inglês e outra em português... a exceção fica para Stardust, que foi minha mais recente aquisição: juntou-se à estante a edição de luxo dele que é uma coisa de babar.

Fora que tem alguns títulos que são antologias em que ele colaborou com algum conto (na maioria das vezes, compro essas antologias porque tem o nome dele na capa...). Eu quase coloco na foto também os livros que têm prólogos escritos pelo Gaiman, ou seja, livros indicados por ele (e descobri muitos tesouros dessa forma), mas não ia caber na mesa...

Há indícios de que o Gaiman virá ao Brasil para a turnê de seu novo livro. Se ele realmente vier, mesmo que ele vá para o Baixo da Égua, eu estarei lá para conseguir um autógrafo para minha coleção.

E para adquirir o livro novo também, é claro.

Para completar por hoje, e respondendo a pedidos de alguns amigos... vou mostrar minha coleção da Jane Austen.


Eu escrevi um especial sobre a Austen quando fui pela primeira vez para um dos encontros nacionais da JASBRA. E todo mês, sem erro, escrevo uma resenha para alguma das obras inspiradas nas obras dela.

Da Austen, eu tenho bem mais e-books que livros físicos. Tenho todos os livros dela em pockets em português e uma edição completa com eles em inglês (a título de comparação, de vez em quando leio um do lado do outro...). Esta faltando um volume aí no meio porque o deixei no escritório um tempo atrás e nunca me lembro de trazê-lo para casa...

Enfim... meu panteão ainda não está completo... falta adicionar ao altar das minhas estantes O Bardo e Signore Eco - e aí terei completas as minhas duas trindades, meus grandes amores literários.

Não demora muito, eles estarão por aqui. E aí falarei mais sobre o meu panteão.

p.s.: comecei esse post falando da Mi e vou terminar lembrando dela de novo... nem tinha me tocado que hoje é uma quinta-feira, o que significa que é dia de Estantes de Quinta... e eu coloquei um monte delas hoje por aqui...

A Coruja


____________________________________

 

6 comentários:

  1. Minha estante acabou de me xingar, dizendo que tá se sentindo um vazio por dentro... rs.

    Sério, Lulu, que coisa linda! De todos esses livros, eu só tenho O Hobbit... e meu, que capa linda dessa edição de The history of England... apaixonei! =)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Huahuahuahua... não fique com vazio existencial... ou melhor, diga para sua estante que ela não precisa ter um vazio existencial... aos poucos os livros foram se acumulando. Parte da minha estante veio antes mesmo de eu nascer, com minha mãe; eu fui herdeira disso e praticamente desde que nasci foram sendo acrescentados livros a ela...

      E, bem, não tenho mais nada no mundo com que eu goste tanto de gastar dinheiro quanto em livros. Exceto, talvez, por chocolate...

      Excluir
  2. Aaaaaaaai quero todos! Eu li num post do Neil (sente a intimidade) que ele estava pensando em parar de fazer noites de autógrafos pois era muito cansativo tato pra ele, quanto para as pessoas que ficavam esperando na fila por 7 horas. Acredito que para as pessoas não tem importância ficar esperando, já que são fãs, e fãs esperam. Pra ele deve ser pior, porque afinal 52 anos, ele já está virando um senhorzinho...
    Me parece que esta é a última turnê dele, mas ele vai tentar até o fim da turnê ir a lugares que ele não costuma ir ou que ele não vai há muito tempo. Daí ele cita o Brasil... vou por o link aqui

    http://journal.neilgaiman.com/2012/12/on-glorious-last-us-booksigning-tour.html

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu já tinha visto esse post dele, Débora, foi exatamente por isso que fiz o comentário. A expectativa é que ele apareça por aqui no segundo semestre e aí que eu já comecei logo a roer as unhas e arrancar cabelos na expectativa de um anúncio oficial...

      Excluir
  3. Lu!!!!!
    Esse post está de fazer coraçãozinho bibliófilo saltitar feito um maluquete. Coisa mais linda de viver...
    Adorei que minha pessoa apareceu duas vezes nesse post, fico me achando hehhehehe...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Huahuahuahua... calma coração, que ainda tem mais por vir ;)

      Excluir

Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

Cadastre seu email e receba as atualizações do blog

facebook

Arquivo do blog