11 de junho de 2012

O pesadelo de uma página em branco



Então que acordei essa noite em pânico, porque eu tinha acabado de ser encurralada por formigas carnívoras gigantes e a única coisa que existia entre elas e eu era um tamanco de madeira que pertenceu à minha excelentíssima mãe uns vinte anos atrás, e que não sei como, veio se infiltrar no sonho.

Tive de levantar, com o coração quase na boca, jurando que as formigas gigantes carnívoras estavam no pé da minha cama. Um copo d'água e um tanto de música depois, consegui voltar a dormir.

Eis que hoje de manhã abro um arquivo para terminar de escrever uma cena. Nada sai. Tento ler e reler o que tinha escrito antes e os esquemas que tinha feito para aquela determinada cena. Nada.

O pânico é razoavelmente equivalente ao que senti quando vi as pinças da minha formiga gigante.

 

A Coruja


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4 comentários:

  1. Eu entendo sua dor ;\

    (vou ler posts perdidos e comentar algo decente)

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    1. Pois é... muito triste isso... dá uma angústia... especialmente quando você pensa "tem prazo, tem prazo, isso tem de entrar dia tal!"

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  2. Sei como é isso. Aliás, no meu caso, o pesadelo seria com aranhas gigantes, e não com formigas. Mas as páginas continuam em branco, mesmo quando sonho com coisas boas... =(

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    1. Eu não sei de onde vieram as formigas...

      Ótimo foi que acho que pelo dia seguinte vi uma frase do Gaiman "muitos escritores têm a vaga esperança que elfos virão de noite e terminaram suas histórias por eles. Eles não irão".

      Ainda assim, fiquei na expectativa dos elfos...

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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