7 de setembro de 2010

Tradicionalismos


Faltam dois dias para o meu aniversário e me toquei hoje de que tenho uma série de tradições que sempre se repetem nesse período (não diga, Lulu... se não tradições era esperado que se repetissem, não?). Percebi isso porque dois dos itens dessa 'lista' já foram devidamente cumpridos... E já estou no aguardo das outras, mesmo que de forma inconsciente.

Se não, vejamos...


1. Comprar um vestido novo para usar no dia. Feito. Todo ano eu acabo comprando um vestido - não uma blusa ou uma calça, mas um vestido - para usar no dia do meu aniversário. Vá entender porque, não tinha me tocado completamente disso até chegar em casa e pendurar o vestido desse ano no cabide, olhando então para os outros e lembrando de cada aniversário em que o usei.

2. Cortar o cabelo. Feito também. Todo ano, religiosamente, até uma semana antes do meu aniversário, eu corto o cabelo. Não apenas aparar as pontas, é cortar mesmo - e meio mundo sabe que eu adoro meu cabelo curto e cada vez que corto, deixo ele mais curto e diferente. Como da última vez que cortei, tinha deixado ele bem curtinho, agora permiti que ele ganhasse um pouco de cumprimento e estou de chanel, que é meu corte favorito desde pirralha...

3. Almoçar frango à parmegiana. Será feito daqui a pouco. Isso normalmente só acontece no dia, mas como hoje é feriado e a família está toda junta, pedi à mãe que adiantasse o almoço de quinta, de forma que pudéssemos aproveitar todos juntos. Isso é praxe aqui em casa; no aniversário de cada um, a mãe faz seu prato favorito: no do meu irmão, todo ano temos o bobó de galinha; no do pai, feijão tropeiro e no meu, filé a parmegiana com muito, muito molho.

4. Receber ligações de todo o país de seis da manhã até dez da noite. É minha parte favorita. O telefone não pára de tocar - e, bem, o que se pode esperar de uma família em que são uns vinte tios por parte de mãe e doze por parte de pai, fora primos, tios-avós, tios do coração, amigos, colegas, irmãos...

5. Ganhar uma camisola com estampa fofa de tia Carminha. Eu não compro mais camisolas. Sério. Em vez disso, faço uma coleção das que ganho de tia Carminha. Tenho de hipopótamo, de bonequinha, de borboleta... e ano passado ela disse que ia ver se esse ano me dava uma de coruja. XD

6. Ouvir o monólogo anual do pai. Quem conhece meu pai não tem idéia de que ele é tão chegado a discursos. Todo ano ele empreende um longo monólogo em que invariavelmente erra minha idade (para mais ou menos - ano passado eu estava fazendo vinte e cinco na opinião dele), reconta a história do meu nascimento, dá a benção, relembra todas as minhas responsabilidades e termina com um abraço que dura uns cinco minutos, porque ninguém parece querer se largar.

Fora, é claro, os tapinhas nas costas. Sempre posso contar com os tapinhas nas costas nessa época...

7. Receber cartas. Eu sempre tenho absoluta certeza de receber cartas nessa semana, nem que seja só da Ana, já que fazemos aniversário no mesmo dia. Tem anos que sou inundada de cartões, tem anos em que são menos, mas sempre tem. Esse ano, já recebi carta e presentes do Dé e da Régis... e da Ana, se formos contar que ela mandou meu presente adiantado em julho para que eu pudesse cumprir meu Desafio Literário do mês.

8. Comprar livros. Agora, não é que eu só faça isso no meu aniversário... Sério, eu torro meu dinheiro todo mês com livros... Mas no meu aniversário eu sempre me permito extravagâncias. Pensando nisso, um dos meus auto-presentes favoritos foi Jonathan Strange & Mr. Norrell.

Esse ano eu acabo de completar a coleção dos Bridgerton, da Julia Quinn e adicionei ainda à minha biblioteca Baudolino, O Grande Gatsby, Cronocópios e Famas e As aventuras de Tom Bombadil. Mas acho que já comentei sobre eles, não?

Ok, acho que é isso... permitam-me ir agora para me deliciar com meu almoço de aniversário e riscar como cumprido mais um dos itens da minha lista... Ah, felicidade...


A Coruja


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Um comentário:

  1. Chegando o dia! \o/

    Estranho como as pessoas tem certas tradições que surgem do nada, não é?

    Eu adquiri a tradição de fugir da festa que minha família organiza pra mim, ao ponto de sair correndo no meio dos parabéns este ano.

    E pode parecer estranho, mas com excessão de algumas poucas pessoas, não gosto de receber ligações. Acho que já comentei o quanto odeio telefone FIXO. Infelizmente pouquíssimas pessoas me ligam no celular.

    E vc me fez pensar num belíssimo assado de panela... fome...

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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