28 de agosto de 2010

Conversas sobre o tempo: ai, minha alergia...

1. Vocês talvez tenham percebido que D. Lulu anda meio sumida. Isso se deve a uma série de fatores: trabalho, monografia, concurso e livros, muitos livros.

Estou me afogando em livros. Acho que li mais livros em agosto do que em julho – e em julho eu tive férias (mais ou menos...)


A questão é que estou numa fase em que quero mais ler que escrever. Volta e meia isso acontece. Não me sinto particularmente inspirada nem para escrever cartas e passei mais de duas horas ontem quebrando a cabeça e indo e voltando até compor dois cartões de aniversário para amigos que aniversariam pelos próximos dias.

Tenho uma amiga que possui uma teoria sobre isso. De acordo com ela, um mês antes do seu aniversário você entra numa fase de inferno astral e Murphy toma uma particular predileção por você.

No meu caso, meu inferno astral consiste em crises de alergia e gastrite, falta de vontade de escrever, muita insônia e pilhas de processos sobre a mesa com prazos exíguos – além de um mini surto psicótico.

Confiando nessa teoria, deveremos voltar à programação normal após dia 09.

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2. Apesar de não sentir particular vontade de escrever, estou com a cabeça meio que abarrotada de idéias e projetos. Acho que faz parte do meu inferno astral: ter um mundo de idéias e nenhuma disposição para tirá-las (ou colocá-las) no papel.

Desde que terminei The Shadow Dragons, estou querendo escrever um especial sobre o rei Artur para o Coruja. Desenterrei meus livros da coleção do Único e Eterno Rei de T. H. White e d’As Brumas de Avalon, além de outros desse ciclo da Marion Zimmer Bradley incluindo um volume em francês – sou masoquista, não é mesmo?). Comecei relendo e tomando notas em A Espada na Pedra, além de catar uma peça de Thomas Mallory sobre o assunto. Tudo isso ao som de Loreena McKennitt.

Não vou reler detalhadamente todos os livros, ou vou terminar o ano sem fazer outra coisa; mas tem algumas passagens que eu estava querendo relembrar para poder desenvolver um pouco mais minhas idéias acerca das personalidades dos principais personagens, a questão do Graal, magia, justiça, amor, traição...

As histórias do ciclo arturiano são um prato cheio para quem gosta de intrigas.

Vou depois dar uma relida em Tristão e Isolda também, porque tenho algumas idéias cruzadas para argumentar no processo.

Desejem-me sorte em minha empreitada...

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3. Normalmente sou uma pessoa muito econômica, do tipo que espera para comprar à vista, com desconto, de preferência em liquidação. Minha mãe diz que se eu cair no canal, morro afogada, porque não abro as mãos.

Ela exagera um pouco. Todo mundo que me conhece sabe que tenho um grande ponto fraco. Um vício que alimento constantemente e que não meço esforços para satisfazer.

Estou falando de livros, é claro (alguém conhece um “Bibliófilos Anônimos”?). Eu me torno um monstro consumista quando se trata de livros.

Assim é que deve chegar pelos próximos dias o resto da coleção dos Bridgerton que eu ainda não tinha – num total de cinco volumes – mais As aventuras de Tom Bombadil (e com isso eu terei todos os romances de Tolkien e vou passar a colecionar agora a Enciclopédia da Terra Média), O Grande Gatsby (que vou ler ouvindo o CD de jazz que tio Fafa me deu de presente); Histórias de Cronocópios e Famas e Baudolino.

Eu só não comprei mais aproveitando a promoção em que encomendei esses porque... Por que foi que eu não comprei mais mesmo? Ah, sim, porque estou esperando para ver se vou ganhar algum da minha lista de aniversário...

Irei à falência em outubro.

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4. Eu tenho acompanhado a propaganda eleitoral com muita atenção. Invariavelmente, topamos com cenas de humor involuntário – em São Paulo tem o Tiririca; meu irmão falou de outro cuja música tema da campanha era Thriller do Michael Jackson e aqui em Pernambuco teve um que colocou o pastor da Igreja dele para falar por si.

Claro que não podemos esquecer dos astros nacionais, como o garoto-propaganda da cesta básica, Levy Fidelix (será que a Parmalat e o Café Pilão estão pagando cachê?), a confusão do “Serra Comedor” e a esperteza ímpar de Dilma rasgando dinheiro.

Em matérias de políticos, a coisa continua a de sempre. Tudo bem que a propaganda é a alma do negócio, mas eu detesto profundamente a maneira como tudo o que esse povo faz é enaltecer seus feitos como o fato de terem construído uma escola ou feito saneamento básico num bairro fosse um favor que eles fizessem ao eleitorado, e não obrigação deles.

Esquecendo isso por um instante, a despeito da proibição de fazer piada com os excelentíssimos candidatos (que, vamos torcer, deve cair pelos próximos dias), e a despeito da falta de candidatos com propostas que inauguram a mesma obra três vezes, ao menos em matéria de humoristas, estamos muito bem servidos.

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5. O tempo está assim aqui no Recife: às cinco, quando acordo, está sol. Às seis e meia, aparecem umas nuvens, mas nada muito preocupante. No momento em que eu piso para fora do prédio tendo deixado o guarda-chuva em casa, começa a chover.

Se eu levar o guarda-chuva comigo só chove depois que cheguei no escritório. Aí passa a manhã chovendo e na hora que saio está sol de novo. Contudo, se, tendo levado o guarda-chuva, eu esquecê-lo na minha sala, no momento em que eu estiver no meio da rua sem lugar para correr, nuvens ignominiosas aparecerão no horizonte e logo começará o toró.

Lembra o que eu falei sobre inferno astral?

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6. Observei esses dias no twitter que estava com vontade de tirar a Silverghost da aposentadoria. Ontem fui procurar uma apostila num armário em que normalmente não mexo, por causa do cheiro forte de coisa guardada (alergia...) e dei de cara com um caderno antigo que eu não me lembrava de ter guardado ali.

Comecei a folhear as páginas e dei de cara com os primeiros esboços da continuação de Um dia a casa cai que em algum ponto da minha carreira de ficwriter eu planejara escrever. Para ser absolutamente sincera, eu creio que tem pelo menos metade da história ali pronta.

Será que é um sinal? Devo me animar a passar aquilo a limpo? E a casa caiu é uma coletânea de muitos personagens e situações de outras das minhas fics – tem a Susan de Hades, a Emmeline casamenteira de Feito Cães e Gatos, a boa família Evans de Quem com ferro fere e até Madame Gorgonzola ou Gorgon, a ratinha de Pedro em Marauders’ Week.

Aparentemente eu passara por uma crise de saudosismo quando escrevi isso. Ou talvez uma crise de criatividade. Quem vai saber?

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7. Tenho escrito pouco mais de uma linha por semana do novo capítulo de Ases. É isso aí, Lulu, devagar se vai longe.

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8. Como eu acho que tenho tempo sobrando e já ouvi de três médicos que preciso fazer alguma atividade física, agora em setembro começarei a fazer dança de salão.

Yay!

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9. Tio Fafa passou pelo Recife, foi lá em casa, começamos como sempre a falar de literatura e, de repente, não mais que de repente, ele soltou uma referência literária que eu não peguei no ar.

Agora eu preciso passar Cem Anos de Solidão na frente de todas as minhas outras leituras, ou ele vai deixar de falar comigo.

O que significa que já tenho minha programação para o feriado de sete de setembro...

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10. Não tenho mais nada para dizer hoje – ou, ao menos, não me lembro de mais nada. Só coloquei até o número 10 porque assim acho mais bonito. Ou talvez porque eu tenho TOC. Vou indo agora. Quero dar na cabeça de alguém com essa apostila de administrativo...


A Coruja


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4 comentários:

  1. Oie menina!
    Eu sumi, mas continuo acompanhando... =)
    dois comentários mais importantes:
    1. volte para as fics!!! hehehehe eu li toda a série hades, e as agregadas... para mim, a maior maldade foi ter feito o que vc fez com a susan...
    é sério, eu fiquei acabada qndo li aquelas partes... mto triste!!
    que tal escrever uma continuação onde ela não morra? :P

    2. 1 linha por semana de ases? eu quero o prox. cap... acho TÃO divertido ler ases! por mim, tinha toda semana! hehehe

    apareça mais!
    beijos
    Flávia

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  2. 1- Lu, sei exatamente como vc se sente... Até pq tbm tô passando pela mesma coisa! Um tanto menos atribulado e sem gastrite, mas o mês antes do aniversário é sempre tenso. Mas olhe pelo lado bom: estamos quase lá!

    2- Bem, só podemos esperar que tia Lu volte a escrever e possamos aproveitar as histórias. ^^

    3- Mas os livros estavam em promoção!!! Estavam pedindo para serem comprados!

    4- É a triste realidade da política brasileira. No final das contas, repito as palavras que vi no site dos Malvados: "Devo votar nos novos bandidos ou nos antigos ladrões?". Já faz muito tempo que vivemos na situação de "votar no menos pior" e, infelizmente, parece que não há solução imediata... =/

    5- Soluçãozinha que pode dar certo. Compra um daqueles guarda-chuvas compactos e esquece ele dentro da bolsa. Ou mais de um. No meu caso eu só pego chuva mesmo, já que não me incomodo nem um pouco. Só preciso colocar meu telefone e minha carteira dentro da mochila (devidamente impermeável, claro).

    6- Se não quiser passar a limpo, pode me mandar que eu passo. xD

    7- Go, go, Lu!

    8- Natação ou alguma arte marcial. Só o que vale a pena fazer (na minha opinião, claro).

    9- Se for um livro pequeno, tudo bem... Se bem que pelo título, parece ser um tanto volumoso...

    10- *Se esconde assim que a Lu encosta na apostila*

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  3. *puf, puf, puf*

    meio correndo, meio atrasada, só para dizer que indicarei seu blog no blogday lá no pdubt.

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  4. Gostei de tudo, ri gostoso com seu post e achei esse canto "tudo a ver comigo". Bom, mesmo sem conhecer seu tio, o argumento que faltava para eu ler "Cem anos de solidão" veio do seu blog. Se há o risco de ele não falar com vc é porque o livro deve ser uma coisa. Vou ler. Acabei de enfrentar "A casa dos espíritos" e estava meio cansada de livros enorrrrmes. Mas no fundo eu amo e acabo devorando todos.

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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