13 de maio de 2010

Se vis pacem, para bellum


Odeio. Não me pergunte o que odeio
há mundos de mutismo entre os homens
há o céu frágil sobre o abismo, e o desprezo dos mortos.
Há palavras que se chocam
Lábios sem rosto perjurando nas trevas
E o ar prostituído na mentira,
e a Voz que polui até o segredo d'alma
mas há
o fogo ardente, a irada sede de ser livre
há os milhões de surdos de dentes cerrados
há o sangue que mal começa a correr
há o ódio e é o bastante para esperar


(Pierre Emmanuel com o pseudônimo Jean Amyot)

A Coruja


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2 comentários:

  1. Só pra constar essa informação inútil aqui:
    Minha professora de história inventou de nos mandar ler um livro da Jane Austen para uma prova.
    Não sei exatamente o que pensar, mas quero saber qual a sua reação :P

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  2. Manda sua professora ir para o JABRA. KKKKKKKKKKKKK...

    Leia Persuasão. Todo mundo vai na onda de Orgulho e Preconceito e acaba não descobrindo as outras jóias da coroa. Vale à pena. ;)

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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