26 de novembro de 2009

Remexendo no baú de memórias


Foi só depois que o notebook chegou e a velha CPU já era que me toquei de que não tinha mais o que fazer com meus disquetes antigos. Na época, nem me toquei que algumas das minhas histórias mais antigas - as primeiras coisas que escrevi, mesmo aquelas absolutamente sem noção - só estavam salvas neles.

Até que fui arrumar a seção de Corujices do Coruja (vide coluna ao lado) com as histórias originais que tinha publicado com o decorrer dos anos. Descobri então que o geocites tinha deletado minha primeira história de fantasia envolvendo vampiros e outras criaturas afins.


Comecei a arrancar os cabelos, é claro, visto não conseguir encontrar Relicário em nenhum dos meus inúmeros backups (tenho pelo menos uns cinco, entre emails, cds e o pen-drive - aprendi a fazê-lo por causa do meu irmão e seus sentimentos vingativos, que me fizeram perder um mundo de coisas quando ele decidiu deletar minha pasta de escritos porque eu tinha deletado o jogo de pókemon dele do computador...). E ninguém tinha ela salva em canto nenhum também.

Finalmente, contudo, consegui uma alma caridosa com um computador que lia disquetes (valeu, Dani!) e encontrei não apenas Relicário como uma série de outros esboços de histórias de cinco, seis anos atrás, incluindo os estudos originais de Hades e até minhas crônicas sem noção sobre os professores da faculdade de jornalismo.

Vou depois fazer uma triagem no material para ver o que dá para aproveitar... Talvez eu poste tudo por aqui, mesmo as histórias que foram deixadas de lado, apenas por uma mera curiosidade.

Quanto a Relicário... como essa é uma história que já tinha sido postada no Expresso, republiquei ela exatamente do jeito que estava, sem quaisquer edições. Enquanto organizava as coisas para postá-la (odeio códigos html...), dei uma lida por cima e, caramba... de 2003 para cá, eu espero ter mudado um pouco... Para começar, espero que eu tenha aprendido a não repetir milhares de vezes uma mesma palavra em cinco parágrafos diferentes...

Em todo caso... Relicário é uma história especial para mim porque (1) foi minha primeira história totalmente original não inspirada em pessoas que eu conhecia e que chegou a um final; (2) rendeu uma das mais memoráveis campanhas de RPG de que participei e (3) tem um vampiro, uma nefilim (meio anjo) e um cavaleiro templário e serve como prólogo para minha épica saga do Ragnarock/Apocalipse/Gehenna a qual nunca cheguei a escrever...

Embora eu tenha encontrado também todos os meus roteiros para ela...

Enfim, estou disponibilizando ela de volta para quem quer que tenha curiosidade de lê-la. E, quem sabe? Talvez agora que reencontrei os "escritos perdidos da Lulu" eu me anime a escrever sobre o fim do mundo...

Mas antes eu tenho que cuidar do meu romance água-com-açúcar no período da Regência.

Oh, céus...


Photobucket


A Coruja


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2 comentários:

  1. Vou ler essa também! *-*
    Aliás, queria tirar uma dúvida sobre o Expresso... tudo o que você escreve lá é fanfic ou tem algumas histórias originais também? e qual é qual? :P
    De novo, adoro o blog!
    Beijos

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  2. Hey, tiaa!!
    Fico feliz que você tenha encontrado Relicário... Eu estava procurando nas minhas coisas e não achava.

    Na minha humilde opinião de quem te acompanha há tantos anos, eu acho sim que você mudou. A escrita hoje é mais madura e mais segura. =)

    Por falar em livros e escritos... Ontem lembrei de você duas vezes - fora um sonho que eu tive, que a gente ia no Museu da Língua Portuguesa. Eu fui com o Daniel na Feira do Livro da USP, que ocorre uma vez por ano, com livros com, no mínimo, 50% de desconto.

    O primeiro momento que eu lembrei de você foi na parte "hippie" da feirinha - porque há uma parte que vende roupas, bijus e etc numa Feira do Livro -, e lá tinha um senhor que faz estátuazinhas de mesa, sabe? Muito talentoso! A gente até comprou uma para dar de Natal para um amigo nosso. Lembrei de você porque METADE da mesa era de corujas de todos os tamanhos *---* Super mágico!


    O outro momento em que eu lembrei de você foi quando eu comprei dois livros do Terry Pratchett por R$ 15,00 cada um (risada maléfica). Foram os títulos "A Magia de Holy Wood" e "Guardas! Guardas!". Comprei ambos porque você indicou o escritor, espero gostar! \o/

    Também comprei mais dois.... "Gilgamesh" e um que é a versão romanceada da ópera de Wagner "O Anel dos Nilbelungos", que, inclusive fala do "Crepúsculo dos Deuses" E foi a principal fonte de inspiração para "O Senhor dos Anéis". =) E eu acho que você ia adorar!


    Saudades!
    Lolly

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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