26 de outubro de 2009

xxxHOLiC: Kei





Das histórias do CLAMP, sem quaisquer dúvidas, xxxHOLiC tem um apelo enorme para mim. Tanto o mangá quanto o anime se tornaram rapidamente um dos meus títulos favoritos. Com certeza, muitos de vocês acompanharam a primeira fase dessa série, então, não vou me alongar muito em críticas a ela.


A grande diferença entre as duas temporadas de Holic é que a primeira segue de perto o mangá, enquanto a segunda, xxxHOLiC: Kei se concentra em três arcos especiais da série - três dos arcos mais importantes, na minha opinião, de toda a história.

São apenas treze episódios, mas treze episódios deliciosos. Os três primeiros se concentram no arco do Rancor da Aranha, passando depois para a entrada de Tsuyuri Kohane e, por fim a história de Himawari, com alguns pequenos fillers pelo meio, todos, contudo, importantes para o desenvolvimento da história.

A arte de Holic é bem mais limpa que a maioria das séries do CLAMP, sem tanto detalhismo nos planos de fundo ou nos personagens secundários à história. Embora alguns possam reclamar disso, eu acho a idéia interessante; faz com que você fique muito mais focalizado onde realmente deve ficar, realçando as características dos personagens principais.

Não sei se era essa a idéia inicial dos produtores quando começaram a fazer o anime, mas, do meu ponto de vista, isso também destaca como os personagens que interagem com Watanuki são únicos, diferentes. Fora da loja, o protagonista está sempre às voltas com Himawari e Doumeki, que aparecem como indivíduos, enquanto o resto do mundo surge como silhuetas cinzentas sem rosto.

E, enquanto o mundo "normal", humano, é predominantemente preto e branco (até mesmo nas vestes dos personagens principais - o uniforme da escola de Watanuki e cia), o mundo sobrenatural contrasta com suas cores alegres, vivas, vibrantes, seja no colorido dos quimonos da Yuuko, nos traços de Zashiki-warashi e Ame-warashi, nas raposas que cuidam da barraca de Oden...

De certa forma, é como se o mundo sobrenatural fosse mais real que o mundo humano.

Cada vez mais familiar com esse mundo, o próprio Watanuki vai ficando mais "colorido". Não apenas no sentido de usar outra coisa que não o uniforme da escola, mas também na idéia de crescimento.

Watanuki cresce durante essa série em termos de caráter. Ele compreende que se sacrificar em benefício daqueles com quem se importa nem sempre é uma boa idéia; que as pessoas são afetadas por suas decisões e que, da mesma maneira que ele se importa, os outros também se importam com ele.

Sob a tutela de Yuuko e Mokona, junto a Himawari e Doumeki, ele amadurece. Fico eu curiosa para onde essas transformações o levarão; o quê, exatamente, Yuuko tem em mente para seu pobre empregado.

Enfim, xxxHOLiC: Kei vai bem além das minhas expectativas. Para quem leu o mangá, decididamente, faz sentido a escolha dos arcos narrados nos treze episódios; a história se desenrola com surpreendente agilidade e você consegue assistir a série inteira de uma sentada só, sem tirar os olhos da tela.

A trilha sonora instrumental é praticamente a mesma da primeira temporada. Em termos de abertura, contudo, eu prefiro a da primeira, embora o tema Nobody Knows também tenha uma bela letra e um ritmo bom de ouvir, 19sai me conquistou desde a primeira vez a ouvi.

Aliás, eu comecei a gostar de Shikao Suga (o cantor das duas aberturas) por causa de Holic...

E, claro, nunca se esqueça... Não existem coincidências nesse mundo... Apenas... Hitsuzen.


A Coruja


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