25 de setembro de 2009

Bits and pieces - a segunda leva...

Continuando minha cruzada pra completar as cem cenas da minha tabela de conexões, hoje tem mais cinco excertos.

A Ana acertou todos - mas é um pouco injusto oferecer um prêmio a ela, considerando que ela sabe muito mais do que os outros leitores, em termos de personagens futuros e ainda não mencionados, sendo a administradora do expresso e da amaterasu.


De qualquer forma, para quem ficou curioso... Ontem tivemos, na ordem de entrada em cena, Hanako (personagem de Madrigal, Amaterasu); Herman (Expresso); Tyr (procurem o nome no epílogo de Walking Down the Aisle e saberão quem ele é... ou será); Lucien (Expresso) e Isaac (Expresso).

Aparentemente, ando numa fase "expressiana", visto a maior parte dos excertos de hoje serem de lá também...

Agora, vejamos... para encorajar os mais quietinhos (como a Rafa), quem acertar pelo menos quatro dos cinco de hoje (porque só acertará os cinco quem sabe o que tenho planejado para o final do Expresso...) ganhará o incrível prêmio (hein?) de escolher o que vou escrever a seguir.

E, quando digo isso, digo que poderão escolher qual personagem querem ver a seguir... Ou o tema do próximo post. O que qiserem escolher, enfim.

Não que esse seja um grande prêmio; toda vez que me pedem para escrever sobre algo aqui, eu escrevo. É só me pedirem...

Obviamente, administradores dos sites, betas e similares estão fora do páreo. O primeiro que acertar ganha. HUAHUAHUAHUAHUA...

Vamos ver agora se alguém participa...

Mas, sem mais delongas... vamos ao que interessa...


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02. SORRISO

Ela o descobriu do outro lado do pub, completamente à vontade com uma grande caneca de qualquer que fosse a bebida do desafio do dia, cercado por outros rapazes, todos a caminho de ficarem completamente embriagados, formando, em conjunto, um grupo bastante ruidoso.

Não importava que até uma hora atrás, nenhuma daquelas pessoas o conhecesse. Onde quer que chegasse, o bardo imediatamente se tornava a alma da festa.

Ela pensou na possibilidade de passar desapercebida e observá-lo por algum tempo sem que ele soubesse. Observá-lo fazer as pessoas ao seu redor rirem, abraçá-lo pelos ombros, confidenciarem suas dores-de-cotovelo e ouvirem seus conselhos com absoluta seriedade.

Não pela primeira vez, ela se perguntou como ele era capaz de fazer isso. Antes, porém, que pudesse tentar duelar em uma resposta, os olhos dele caíram sobre ela, encarando-a como se apenas ela existisse no recinto, como se apenas ela lhe importasse.

E então, quando ela já tinha quase certeza de que já não sabia mais como respirar, ele abriu o sorriso. Um sorriso que ele reservava só para ela. E o que mais lhe restava além de derreter e esquecer o que estava fazendo ali – e, quem sabe, até seu próprio nome?

Não havia muito que fazer. Ela sabia disso. Aquele sorriso era seu ponto fraco e, enquanto ele sorrisse daquela maneira para ela, ela bem sabia... estava irremediavelmente perdida...

13. DESEJO

Ele nunca fizera segredo de sua quase obsessão pelas pernas dela... mesmo antes de começarem a namorar, quando ainda desejavam que o outro arranjasse uma passagem para o Inferno só de ida.

Eram pernas longas e bem tornadas, que pareciam se estender por milhas... léguas... Não eram pálidas, mas rosadas, como as bochechas dela, e tão macias...

Ele sonhava com aquelas pernas. Especialmente no verão. Principalmente no verão, quando ela desfilava pela casa de shorts curtos, os cachos dourados presos num rabo de cavalo, a curva do pescoço completamente à mostra, reclamando por causa do calor, o rosto afogueado e expressivo.

E ele nunca a desejava tanto quanto nesses momentos, desarrumada, mal-humorada e ofegante, revirando os olhos claros em sua direção como quem o desafiasse a contradizê-la.

E contradizê-la era algo que ele sempre estava pronto a fazer.

26. DANÇA

Por um instante, ela pareceu surpresa a me ver ao seu lado. Mas não demorou para que a expressão confusa se dissolvesse num tímido sorriso, como de uma criança que pede desculpas por seus modos à mesa.

Com cuidado, eu limpei os cantos de seu rosto, contente em simplesmente tocá-la inocentemente, em cuidar dela de forma simples, sem me preocupar com qual grande perigo viria a seguir em nosso caminho.

Uma brisa leve soprou do norte, espiralando ao nosso redor, fazendo folhas vermelhas e douradas caírem sobre nós. Ela riu de leve, como sinos de cristal e eu me vi sorrindo também, grato por um momento sem drama, sem angústia, apenas eu, ela e a floresta.

- Dança comigo? – eu me vi perguntando, sem sequer pensar no que estava fazendo, estendendo a mão para ela.

Ela franziu o nariz. Adorável.

- Você sabe que eu não sei dançar. – ela respondeu, olhando-me dubiamente – E não tem música.

- Nós não precisamos de música. – eu respondi – E você sabe dançar. Mas eu posso colocá-la sobre meus pés se você não tiver certeza.

Por alguns instantes, ela ficou em silêncio, apenas me observando, até, finalmente, depositar a mão pequena sobre a minha. Sorrindo, eu a trouxe para mim, assumindo posição antes de começar a valsar com ela, a passos largos, pelo chão atapetado de folhas da floresta.

O riso dela voltou a soar, dessa vez mais livre e vívido – a única melodia de qe eu precisava para escutar nossa própria música.


45. ASTRONOMIA

Ele respirou fundo, aliviado por poder escapar um instante do clima opressivo da casa. Ainda que não quisesse deixar a mãe e a prima sozinhas com a infeliz criatura responsável por metade do seu material genético, ele precisava daquilo... qualquer coisa que pudesse colocar distância entre ele e o homem que era seu pai.

Não chegou a se afastar muito do casarão, largando-se no gramado alto de qualquer maneira. Estava úmido – resultado da neve que caíra mais cedo – e quase absolutamente silencioso.

Os olhos verdes ergueram-se para o céu, não demorando a identificar as estrelas que brilhavam aquela noite – as mesmas estrelas que estariam sobre sua cabeça em casa – não aquela mansão pertencente a ancestrais pelos quais ele não sentia nada, mas o lugar que chamara de lar pelos últimos quinze anos da sua vida.

Levantando uma mão, ele traçou os contornos da constelação de Órion, o caçador. Um meio sorriso lhe escapou à lembrança que o nome lhe evocava – a figura do melhor amigo, explicando de forma científica e quase indecifrável qualquer coisa com que tivessem tropeçado na praia, Aria bebendo suas palavras como se elas fossem a grande resposta para todos os enigmas do universo e Leda...

O sorriso aumentou ao pensar na mais velha das gêmeas, os caracóis dourados balançando ao redor do rosto queimado de sol enquanto ela se abaixava para catar conchinhas.

Por um instante, ele fechou os olhos, desejando ouvir as ondas quebrando na praia e sentir o perfume doce dela, enquanto divertiam-se às sombras do Olimpo. E, sob as mesmas estrelas que eles tinham admirado naqueles dias que pareciam tão distantes, ele descobriu que era capaz de sentir alguma paz.

54. FASCINAÇÃO

Ele acordou sentindo o pescoço doer por causa da posição incômoda em que tinha adormecido. Por alguns instantes, seus olhos desfocados permaneceram olhando para o teto, ainda não suficientemente despertos para que ele fizesse sentido de alguma coisa.

Um sopro de ar quente espalhou-se pela dobra do ombro até o pescoço e só então ele tomou consciência do corpo encolhido ao seu lado no sofá, a massa de cabelos negros solta sobre seu peito.

Ele sorriu. Não fora um sonho ao final das contas. Ela estava ali. Ela voltara. Apesar de saber quem ele era – quem ele realmente era, ela voltara.

Com cuidado para não acordá-la, ele a envolveu pela cintura, aconchegando-a ainda mais contra si. Os olhos escuros vagaram até a mão direita dela, fechada sobre seu coração; fascinados, eles serguiram até o aro prateado, a delicada safira adornando o anel de compromisso.

Seu anel.

Ele imaginara aquele anel no dedo dela antes mesmo de comprá-lo. Quando vira a jóia – depois de quase ser atropelado por estar sonhando acordado com ela – ele soubera de imediato.

Ele iria pedir a mão dela em casamento.


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E aí? O que acharam? Para quem precisa de pistas, dêem uma olhada nos marcadores... Tudo o que precisam saber está ali. Estou esperando suas apostas! Hohoho!!!


A Coruja


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3 comentários:

  1. Oi!!!
    Reconheci alguns, mas não tenho certeza... vou chutar mesmo...
    Em 'sorriso', é a Samanta do expresso, 'dança' é Edward em New Danw, e em 'astronomia' é Kyle do expresso também (os outros não tenho a mínima ideia). Acertei algum? =D

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  2. Lulu, vc tá me deixando com IMENSA vontade de escrever, sabia?

    Se eu conseguir ou (1) acordar mais cedo ou (2) chegar em casa com um resquicio de neuronio ativo, acho que vou tentar alguma coisa.

    Bem, vamos às respostas (considerando que eu sou caso aparte)

    (1)Samantha (Expresso)
    (2)Tetsu (Amaterasu)
    (3)Edward (New Dawn)
    (4)Kyle(Expresso)
    (5)Samuel (Expresso)

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  3. Que é isso, eu nunca me dou bem em jogos, tenho que mostrar alguma precaução =P Me atrevi a chutar só três, no fim das contas, porque os outros dois não me deixaram muito certa... Veja aí:

    02. Samantha
    13. Tetsu
    45. Kyle

    O último eu não faço idéia, honestamente falando, embora tenha me lembrado alguém do Expresso, só não sei ao certo quem... Dança... Dança eu estou na dúvida de quem é XD

    Cada vez com mais vontade de fazer esse jogo no meu blog, mas estou sem tempo para 100 tópicos... Outro dia, quem sabe?

    kissus

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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