5 de agosto de 2009

Ano Internacional da Astronomia




Comemoramos, agora em 2009, 400 anos das primeiras observações astronômicas feitas por Galileu Galilei - aquele cara que primeiro usou o telescópio para fins científicos e provou a teoria heliocêntrica de Copérnico e que quase foi para a fogueira por suas afirmações. Esse marco foi escolhido pelas Nações Unidas - através da UNESCO - para celebrar o Ano Internacional da Astronomia, com o tema "O Universo a ser descoberto por você".


Eu poderia agora começar um longo tratado sobre astronomia com direito a fotos, linha do tempo, biografia das grandes personalidades da história dessa ciência... Mas, venhamos e convenhamos, isso não seria muito diferente do que já está sendo feito por aí.

Em vez de enveredar pelo discurso puramente científico, eu vou, em primeiro lugar, indicar que vocês dêem uma olhada no site brasileiro do Ano Internacional da Astronomia, onde, além de informações interessantes, também poderão encontrar uma calendário de eventos envolvendo astronomia em várias cidades do país. E, se quiserem, podem dar uma olhada também no site internacional do evento, em inglês, aqui.

Em segundo lugar, vou contar um pouco da minha própria experiência com astronomia - ou você acha que eu só citei o assunto aqui porque achei que era bonitinho falar sobre isso?

Meu interesse pelo mundo das estrelas nasceu de mãos dadas com minha paixão por mitologia e ambas foram cultivadas pela leitura de Monteiro Lobato. Aliás, creio já ter dito aqui anteriormente que um dos livros mais importantes na minha formação como leitora e escritora foi Os Doze Trabalhos de Hércules.

Pois bem. Com esse livro, eu descobri que quase todas as histórias da mitologia estavam, de alguma forma, eternizadas nas estrelas. A constelação de câncer que rege o signo? É o caranguejo companheiro da Hidra de Lerna que Hércules matou e Hera colocou no céu por seus serviços (a Hidra, aliás, virou constelação também). Órion? Amado ou odiado por Ártemis, a deusa virgem da caça e da lua - depende da versão mitológica - o caçador foi morto por uma das flechas da irmã de Apolo, o qual teria ou não, colocado um escorpião para perseguir o pretendente da irmã. Escorpião esse que seguiu Órion aos céus, juntamente com Sirius, companheiro do caçador e agora a estrela mais brilhante, parte da constelação de Cão Maior.

Os cabelos de Berenice, a jovem Andrômeda acorrentada a um rochedo para servir de sacrifício ao deus dos mares, a nau dos argonautas do famoso mito de Jasão, o Pégasus nascido do sangue da Górgona, Hércules e Perseu, grandes heróis da antigüidade...

Todos estes personagens dos grandes mitos greco-romanos estão suspensos em nosso céu, ao redor dos deuses do Olimpo: Mercúrio, o mensageiro dos deuses; Vênus, a personificação do amor; Marte da guerra; Júpiter, Saturno, Urano, Netuno... e Plutão, recentemente rebaixado à categoria de planeta menor, pobre Plutão, no passado Senhor dos Mundos Subterrâneos...

Passei horas na frente da janela, tentando encontrar no céu as constelações sobre as quais lia, fascinada com as representações artísticas delas: as cartas celestes de antigamente, verdadeiras e belíssimas obras de arte.

Descobri São Jorge na Lua e delirei com os anéis de Saturno. Na escola, alguns anos mais tarde, apesar de torcer o nariz para tudo o que envolvesse cálculos, foi com gloriosa expectativa que esperei termos aulas de astronomia em física (incrivelmente, tirei 10 na prova que contemplou esse assunto e escapei de ir para uma final!).

Quando viajo para o interior, uma das minhas maiores alegrias é ser capaz de discernir a Via Láctea - na cidade, é quase impossível enxergar estrelas, a não ser por Vênus, que, embora não seja uma estrela, está quase todo dia na minha janela.

Aliás, vocês sabem como diferenciar uma estrela de um planeta? Prestem atenção na forma como eles brilham. Se a estrela que você está olhando "pisca", ou seja, se sua luz não é contínua, é realmente estrela. Caso contrário, é um planeta.


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Estou, no momento, ouvindo Galileo, da Indigo Girls, ainda espirrando e com os ouvidos cheios de algodão por causa da otite. Entrei agora no antibiótico - mas acho que já tinha dito isso antes. Farei almôndegas com minhas amígdalas daqui para essa gripe passar.

Vou indo agora. Ainda tem uma ruma de coisa para resolver. Ao menos, já cortei o cabelo. HÁ! Está bem curtinho agora, do jeito que eu gosto.

Até a próxima!


A Coruja


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Um comentário:

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