20 de julho de 2009

O enigma do príncipe, dia do amigo e chocolate, muito chocolate




Antes de mais nada, gostaria de dar parabéns a todos os meus caros amigos, visto que hoje, dia 20 de julho, é o Dia do Amigo. Normalmente, eu escreveria uma longa e lacrimosa mensagem sobre a amizade e a importância dos meus amigos para mim, mas não estou sentimentalmente inspirada para tanto, já que de ontem para hoje estive lendo os primeiros contos de O Aleph (que se tem algo de filosófico, não se pode dizer que tenha de romântico e doce e delicado) e vendo filmes em que todo mundo sai apanhando (a culpa não é minha, é da TV, que não tinha nada mais que prestasse).


De qualquer forma, resolvi que deixaria que aqueles que sabem que são meus amigos soubessem que pensei neles e me dei de presente uma tarde na cinema. Assim, levei-me ao shopping, comprei ingresso para mim e depois fui fazer uma feira de chocolate no Bompreço.

Uma caixa Nestlé, uma barra uruguaia, um pacote de Suflair e de línguas de gato chilenas depois, saí do supermercado com 630 gramas de chocolate na bolsa (pouco mais de meio quilo! Há!), refletindo sobre amizade, comércio e nossos hermanos do Mercosul. Afinal, nunca tinha visto num supermercado chocolates de outros países da américa do sul (esse é o tipo de coisa que você encontra em lojas mais especializadas) e cheguei à conclusão que isso sim é que era amizade.

Se você não entendeu lhufas do que acabei de dizer, ignore. Às vezes eu também acho que não faço sentido.

Finalmente, carreguei-me ao cinema, primeira sessão, sem filas, sala praticamente vazia, exatamente como eu gosto. Acertei em cheio no presente para dar para mim. Preparei-me então para a primeira meia hora de propaganda e trailers, lembrando-me com certo saudosismo da época em que só havia trailers antes de começar os filmes.

Passou o trailer de Lua Nova, por sinal. Bem, quando chegar a época, eu vou assistir para poder fazer meus comentários, claro (de Crepúsculo saímos do cinema às gargalhadas, mas isso é história para outro dia...), mas, por hora, farei apenas duas menções a detalhes que não me agradaram muito.

Primeiro... que diabos é aquela arqueada de sobrancelha da Kristen "Bella" Stewart quando manda que Edward a beije? Sério, ela está com constipação? Um cisco no olho? Tentando mostrar que fez as sobrancelhas e erraram na hora de tirar os pêlos e tiraram demais?

Segundo... não é por nada não... mas o Pattinson podia dar um pouco mais de... sentimento ao personagem. Edward fala que Bella é sua vida e que é ela que dá razão a sua existência (ai, minha diabetes...), todas as sílabas no mesmo tom (é sério, são todas no mesmo tom!), repetitivo, quase forçado.

Não acredita em mim? Olha aqui:




Ok, feitas essas considerações iniciais, vamos finalmente ao que interessa: o filme. Já deixei clara aqui minha opinião sobre os últimos livros de HP em outra ocasião, então, não adentrarei (muito) na análise literária da história.

Eu gostei do filme. Achei-o mediano, mas, ainda assim, bastante palatável. Ron tornou-se figuração (huahuahuahua) e as participações da Hermione, especialmente quando está distribuindo livradas e tapas, foram hilariantes.

O melhor, é claro, foi a interação de Harry, Dumbledore e Slughorn. Sei que a Régis detesta profundamente o "Lesmão", mas eu o acho divertido e um bom personagem, que foi muito bem aproveitado no filme - especialmente na cena em que Harry o convence a entregar sua verdadeira memória.

Na verdade, acho que a melhor atuação do Radcliffe foi, precisamente, nessa cena. Ele é extremamente convincente de cara de bobo (como a poção Felix Felicis parece tê-lo deixado).

Admiro a inserção de humor no roteiro, mas gostaria que eles tivessem desenvolvido mais algumas cenas... Como aquela em que Dumbledore pergunta sobre o tempo livre de Harry, citando, especificamente o nome da Hermione...

Essa cena me deixou com a idéia de que, em outros encontros dos dois, Dumbledore serviu chá com biscoitos e eles dividiram histórias sobre suas vidas amorosas e outras decepções... E que Harry pediu ao seu mentor conselhos sobre como agarrar a caçula dos Weasley.

Deixa eu pular de assunto antes que eu coloque Dumbledore falando sobre os brotinhos de sua época.

O que me decepcionou no filme foi o final. Há muitas coisas que eu poderia dizer de HBP, mas ele tem um grande final, um final com uma batalha quase épica, um material que funcionaria de forma incrível na telona.

No entanto, os comensais só quebraram algumas janelas no Salão Principal e puseram fogo na casa do Hagrid antes de darem no pé e, enquanto isso, toda a escola dormia serenamente.

Totalmente anticlimático.

Há ainda dois detalhes a comentar. Primeiro, o romance do Harry com Ginny. Bem, eu preferi a forma como ele foi desenvolvido no filme - talvez se os atores fossem melhores, teriam sido mais convincentes, mas, ainda assim, eles se saíram bem melhor que a Rowling (perdoe-me os puritanos, mas a Rowling não sabe escrever romance).

O segundo... os Inferi. Bem, eu sou a única, ou eles pareciam um exército de clones do Gollum? Não me levem a mal, eu gosto do Gollum (my preciousssss), mas eu esperava que os inferi fossem algo mais... assustadores. Quer dizer, eles são cadáveres animados em variados estados de decomposição. Não são simplesmentes golems (mitologia judaica) feitos num mesmo molde, mas pessoas e, como tal, não deveriam ter todas a mesma cara, o mesmo corpo, a mesma quase careca.

Como já disse anteriormente, o filme não é necessariamente ruim. Para ser melhor, só se os roteiristas reescrevessem a coisa por completo. Vale à pena como divertimento "Sessão da Tarde".

Aliás, já que falei em Gollum... Sabiam que há uns rumores que Radcliffe teria sido chamado para O Hobbit? Eu não acredito que o Del Toro faria a burrada de colocar Radcliffe para ser o Bilbo, até porque no livro, Bilbo está entrando na meia-idade, não é nenhum hobbit adolescente. A turma dos rumores também cita os nomes de James McAvoy e David Tennant. Sobre Tennant, que não conheço, não posso dizer nada, mas eu certamente ficaria feliz com um Bilbo McAvoy... ainda que eu o ache jovem demais para o papel...

Mamãe está chamando para jantar. Depois nos falamos mais...



A Coruja


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2 comentários:

  1. Como assim você tinha um blog e eu não sabia?!

    Faz tanto tempo que a gente não se fala... Eu e a Jennyfer sentimos muitas saudades de você!!!

    Esse comentário aqui vai ser rapidinho, que eu ainda tenho que resolver algumas coisas... mas agora que sei onde te encontrar, prometo em breve mandar alguma notícia.

    Beijos,
    Belle Lolly.

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  2. Ei, Lulu! Direto da casa de minha prima deixo um comentário pra você! ^^

    Acho que, se Deus quiser, meu PC estará em ordem na segunda, no mais tardar terça-feira.

    Também achei HP6 mediano. Senti falta de coisas que, pra mim, são necessárias do livro, o meu declarado predileto.

    Gostei do Slurghorne que escolheram. Ele não se parece fisicamente com o do livro, mas é tão intragável quanto. Perfeito! Tive ataques de Raven dentro do cinema.

    Falando em ataque de Raven, tive mais dois: primeiro, cadê o Severus trazendo o Harry pelo braço pro Salão Principal? Cadê o NÃO! do Harry quando Severus foi nomeado professor de DCAT? Cadê o NÃO ME CHAME DE COVARDE!! do Severus no final do filme???

    NINGUÉM MERECE!!!!!

    Hehehehehehe! Então não fui só eu que achei que alguem ia dizer My prrreeeecioussss pro Harry dentro da caverna? Bom saber que ainda não estou totalmente doida, hehehehehe!

    Não gostei do beijo da Gina com o Harry, prefiro o do livro. É muito mais leonino do que o do filme ^^

    Achei a Hermione muito chorona... A Narcisa muito aquém das exigências de Lucius Malfoy...

    Mas, achei o Draco muito bom, excelente o moleque que encarnou o Infante Tio Voldão e absolutamente convincente a cara de mané do Harry enquanto Felix Felicis, hehehehehehe!

    Então, é o que você disse: como sessão da tarde, é bem legalzinho! ^^

    Beijocas e boa formatura!!!!

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