19 de junho de 2009

Qual a programação?

Não sou muito de assistir televisão; prefiro a companhia dos meus livros ou então escrever. Contudo, aqui e ali, tenho minhas preferências. Não são coisas que assisto religiosamente todo dia, mas que, quando acontece de dar de cara com esses programas enquanto zapeio na TV, paro nele sem pensar duas vezes.

A lista não é muito grande, mas o que posso fazer?

Não é como se nossa programação televisiva fosse a oitava maravilha, não é? A verdade é que as coisas que realmente me interessam assistir, eu acabo tendo de baixar pela internet, já que não passa em nenhum canal por aqui.

Eu sou louca para assistir Robin Hood da BBC, mas quem disse que eles trazem? North & South consegui o DVD com uma conhecida que colocou as legendas. E Hogswatch, baseada no livro homônimo de Terry Pratchett (salve, salve) baixei com as legendas em espanhol.

Mas não choremos sobre o leite derramado. Depois eu publico umas resenhas dessas coisas. Por hora, farei apenas uma pequena lista de coisas que assisto volta e meia e o porquê de assisti-las. Considerem como indicações mais ou menos interessantes para quando não tiverem mais o que fazer...

- Top TVZ. Não sou de ouvir rádio, a não ser quando pego carona com Felippe e ele me coloca aqueles pagodões e forrós de letra duvidosa (meu favorito é Bomba no Cabaré). Contudo, volta e meia, eu gosto de assistir os videoclipes das músicas que estão na moda e até encontro algo aproveitável às vezes...

- Na hora do intervalo. Cara, existem umas propagandas bizarras ao redor do mundo... e isso é tudo o que tenho a dizer.

- House. Considerando que tenho verdadeiro pavor de ver sangue, pontos, cortes e lesões de todo e qualquer tipo, é de se perguntar porque raios eu assisto essa série. Não, não é nenhum instinto masoquista, até porque eu fecho os olhos nas cenas mais... tétricas (mas que isso fique entre nós).

Também não assisto House com o intuito de adquirir conhecimento científico, mesmo porque meu irmão, que faz medicina, informou-me, muito gentilmente, que os diagnósticos apresentados ali são “baboseiras” e que algumas coisas nem existem.

Agora essa foi uma grande decepção...

O que me prendeu à história foi a personalidade do personagem principal, Dr. Gregory House. O cara é um misantropo desgraçado, muitas vezes cruel, absurdamente irônico – não exatamente o material ideal para um médico. Alguns personagens acreditam que ele tem um certo lado mais humano que em algumas raras ocasiões aparecem, mas eu tenho minhas dúvidas.

Sendo assim, porque gostar dele? O cara não tem praticamente nenhuma qualidade que o faça simpático ou agradável a qualquer um.

Bem, é claro que na vida real, dificilmente quereríamos um House como amigo, mas, como personagem, ele é um filho da mãe extremamente interessante. Não creio que seja segredo para ninguém que favoreço personagens irônicos; na literatura ou no cinema, eles são sempre meus caracteres favoritos. E é por isso que gosto de House.

E também porque eu prefiro personagens moralmente dúbios. E vilões. Os vilões são sempre mais interessantes.

- The Big Bang Theory. Esse foi um dos raros programas que gostei desde que assisti a primeira chamada. Não apenas isso, eu me programei para assistir os primeiro episódio. Desde então, perdi quase toda a temporada (tinha aula no horário em que ele passa), mas quando consigo assistir algum, nunca falho a quase morrer de rir.

Existem uma série de fatores para gostar de The Big Bang Theory. Para começo de conversa, a abertura, The History of Everything é fantástica. Em segundo lugar, os personagens principais são típicos nerds, com inteligências inversamente proporcionais a capacidade de se sociabilizarem.

Eu serei sempre a favor de programas que tenham nerds como personagens principais, mesmo que eles sejam mostrados de forma absurdamente estereotipada – incluindo aí suas interações com a vizinha loira não muito intelectualmente dotada.

Meu personagem favorito é o Sheldon. O cara é um gênio na física, mas um completo retardado emocional. Além de metódico, egocêntrico e cheio de manias bizarras. Eu nunca vou conseguir entender como Leonard consegue conviver no mesmo apartamento com ele...

- Numb3rs. Pelo que posso deduzir das minhas conversas com alguns amigos, essa não é uma série conhecida; o que é realmente uma pena. Numb3rs tem três elementos que a colocam na minha categoria de programas favoritos: tem um núcleo de nerds capitaneado pelo gênio matemático Charlie Eppes, cada episódio trata de um caso em investigação por um time do FBI liderado pelo irmão do Charlie, Don Eppes e, por fim, além de tratar os casos, mostra o relacionamento dos agentes, da família Eppes e agregados de uma forma geral de maneira bem humorada (adoro o pai do Charlie e do Don, Alan) e sem caricaturas.

Curiosidade... um dos produtores dessa série é Ridley Scott, diretor de filmes como Cruzada e Gladiador.

- CSI. Outra série investigativa. Na verdade, eu sempre me interesso por histórias que envolvem investigações de alguma forma. Eu queria ser uma detetive quando era criança... Além de arqueologista, jornalista, mochileira...

CSI tem uma longa franquia, mas dou preferência para a Special Victms Unit. Creio que isso se deva ao fato de que há uma detetive na dupla principal e pela predominância feminina à frente da promotoria...

- Eli Stone. O plot dessa série é altamente improvável – sério, um aneurisma que faz você ter visões enviadas por Deus que te ajudam a resolver os casos em que está trabalhando? Apesar disso, eu acho Eli, o “advogado que alucina”, altamente charmoso. E, no mínimo, dou umas gargalhadas de todo o absurdo da situação...

Bem, a lista acaba por aqui. Como eu disse antes, não assisto muita televisão, então não tenho muito a acrescentar sobre o assunto. Apesar disso, espero que gostem das minhas “recomendações”. A verdade é que sou bem melhor em recomendar livros que programas de televisão, mas...

Talvez seja uma sorte não ter acesso à BBC, ao History Chanel ou ao National Geography. Do contrário, eu provavelmente passaria o dia à frente da TV. Aí seriam outros quinhentos...

A Coruja


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4 comentários:

  1. House é o cara! uma das melhores series da t, amo as ironias e as insanidades dele! e já me foi muito util e aulas de farmacoogia que eu já sabia as coisas graças ao House!

    Big Bang é outra excelente, osnerdas são fantásticos, o Sheldon faz a serie, aqui em casa todo mundo tem umas manias de Sheldon, até o gato!!

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  2. Eu também AMO House, sabia? Pena que não tenho mais Universal Channel em casa :P

    Sobre "os diagnósticos apresentados ali são “baboseiras” e que algumas coisas nem existem", um médico conhecido meu falou exatamente o contrário, sabia? Pelo menos em relação à primeira temporada. E se eu não me engano, tem um livro que comenta caso a caso do seriado, acho que se chama A Ciência por Trás de House.

    Sinceramente, eu não consigo entender como alguém que escreve coisas com tantas mortes, situações quase tétricas às vezes, pesadas (vide AQUELES dois irmãos escondidos no guarda-roupa) e ainda me diz que tem "verdadeiro pavor de ver sangue, pontos, cortes e lesões de todo e qualquer tipo"?

    Me explica?

    Big Bang Theory eu tenho que arrumar tempo para ver.

    E sobre Numb3rs, o problema é o canal e o horário. Perdido no meio do Telecine e seus filmes, ele passa em branco.

    O mesmo acontencia, de certa forma, com Veronica Mars, Gallactica e The Closer (que é um que eu acho que vc ia adorar. Policial estrelada por uma chefe de polícia) que passavam na TNT e se perdiam no meio dos filmes.

    bjs

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  3. Meu objetivo atual é me tornar a versão feminina do House.

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  4. incrível: da sua lista, só não assisto a top tvz. quanto a robin hood, passa no canal hallmark no domingo à noite.

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