9 de maio de 2009

Degustação

Na correria de terminar tudo a tempo para o dia das mães, eu não pude escrever ontem - passei o dia fora de casa, seqüestrei Flavinho para o supermercado e o fiz passar vergonha enquanto perseguia o povo da degustação.

Mas, hei, qual a graça de ir ao supermercado e não experimentar as coisas que estão dando de graça?

O bolo de chocolate foi o melhor, claro. A lingüiça de avestruz (pois é, pois é...) estava um pouco apimentada demais e a gelatina em potinho de iogurte era uma coisa meio estranha (mas necessária depoir do ardido da lingüiça).

Pensando direito no assunto, nós deveríamos poder degustar tudo antes de escolher alguma coisa. Degustar a faculdade antes de escolher o curso. Degustar o emprego antes de começar a trabalhar. Degustar o marido antes de casar (hum... acho que essa alternativa o povo já usa; eu é que estou meio atrasada...).

É, eu sei, eu sei, estou sonhando acordada. As coisas seriam muito boas se fosse assim. Estou dando uma de More e querendo que o mundo vire uma grande Utopia. Ao andar da carruagem, eu deveria me mudar para Lilliput afim de ter material para minha monografia. Serei a rainha giganta deles lá.

*para quem não se lembra ou não leu, Lilliput foi uma das terras que Gulliver - do romance de Swift - conheceu após seu naufrágio. Os habitantes dessa ilha eram seres de menos de seis polegadas de altura que viviam constantemente em guerra*

Cathy, desculpe pela agenda. Eu listei os eventos que gostaria de ir aqui onde estou... Se fosse fazer uma lista dos de Sampa, não terminaria nunca. Tudo o que acontece de interessante, acontece em São Paulo. Recife aparentemente entrou agora para o "jet set" internacional... Mas da próxima vez que for fazer a agenda, terei seu comentário em mente e farei as coisas mais ecléticas.

Por último, mas não menos importante... Flávio, eu sei que você está aí! Não se esconda de mim! HUAHUAHUAHUA...

Verei se volto semana que vem com algo de mais interessante que as degustações no bompreço. Estou às voltas com dois artigos para publicar aqui, mas eles são um pouco mais trabalhosos, já que precisam de uma pesquisa antes...

Para deixar todo mundo com água na boca, despeço-me com um trecho do projeto em que estou trabalhando agora - A canção da colina - que faz parte das comemorações de aniversário do Expresso.


"Inadvertidamente, ele entrara numa das trilhas que levam deste para o outro mundo, caminhos traçados com fios de luar e encantamentos mais antigos que a própria humanidade.


Uma nuvem no céu escondeu a lua. Por um instante, enquanto a escuridão voltara a reinar, ele enxergou a torre por aquilo que ela era – um amontoado de pedras posicionadas formando um círculo, cobertas por eras de musgo, apresentando todos os sinais de estarem expostas às intempéries.


Demasiadamente breve foi esse instante; o rapaz viu-se incapaz de escapar ao feitiço que já tomara sua vontade: quando o luar retornou, trazendo a torre de mármore consigo, Rowan estava completamente atraído por ela."


Ok, agora vou-me! Até a próxima!

A Coruja


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Um comentário:

  1. Não sabia que tinha um blog, ou tinha vindo há mais tempo. Adorei o primeiro post, apesar de chegar tarde para comentar, e posso dizer que segui aqueles passos todos em todo santo blog que tive.

    Um mundo assim era bom (eu bem queria degustação antes de me ter enfiado no buraco em que me enfiei), mas temos de ficar com o que temos. Isso inclui o pequeno cheirinho de texto que faz água na boca.

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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